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Américas

Trump retira EUA do Acordo do Clima de Paris

media Donald Trump, presidente dos EUA REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente Donald Trump declarou nesta quinta-feira (1°) que os Estados Unidos se retiram do Acordo do Clima de Paris e que tentarão negociar um novo tratado global sobre as mudanças climáticas.

"A partir de hoje, os EUA cessarão toda a implementação do acordo e dos encargos financeiros e econômicos draconianos que ele impõe ao nosso país", disse na Casa Branca.

Trump reclamou que o tratado, assinado durante o governo de Barack Obama, oferece aos outros países uma vantagem injusta sobre a indústria americana e destrói os empregos nos EUA.

"Então, estamos saindo, mas vamos começar a negociar e veremos se podemos fazer um acordo que seja justo. E, se pudermos, isso é ótimo. Senão tudo bem. Como presidente, não posso colocar outra consideração na frente do bem-estar dos americanos", expressou.

Na visão do presidente, a adesão dos Estados Unidos ao pacto mundial contra o aquecimento global é um exemplo "da entrada de Washington em um acordo que é desvantajoso para os americanos".

"Deixa os trabalhadores americanos, que eu amo, e o contribuintes absorverem o custo, em termos de perda de empregos, menores salários, fechamento de fábricas e enorme redução na produção econômica", disse.

Concluído em dezembro de 2015 na capital francesa, o acordo tem por objetivo limitar a elevação das temperaturas globais, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

A saída dos Estados Unidos representa um grande revés, 18 meses depois de a comunidade internacional alcançar o acordo histórico, que teve Pequim e Washington, sob a presidência de Barack Obama, como principais artífices

Crítica de Obama

O ex-presidente Barack Obama criticou o seu sucessor, alertando que essa decisão faz com que os Estados Unidos "rejeitem o futuro".

"Mesmo na ausência da liderança americana, mesmo que esta administração se una a um pequeno grupo de nações que rejeitam o futuro, estou confiante de que nossos estados, cidades e empresas vão avançar e fazer ainda mais para indicar o caminho e ajudar a proteger o único planeta que temos para as futuras gerações", disse em um comunicado.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, denunciou a "decisão seriamente equivocada" de Trump. O comissário europeu para o clima, Miguel Arias Cañete, divulgou uma nota garantindo que o mundo "pode contar com a Europa" para conduzir a luta contra o aquecimento global.

Horas antes do anúncio, a China e a União Europeia defenderam com vigor o Acordo de Paris, que pretende limitar o aumento da temperatura global abaixo de 2ºC" em relação à era pré-industrial.

"A China seguirá implementando as promessas que fez", disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, em Berlim, após um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel. "Mas, certamente, esperamos contar com a cooperação dos demais", completou.

Merkel considerou, em declarações à imprensa, que o acordo é "essencial". A Rússia, um dos maiores emissores de gases poluentes e signatária do pacto, afirmou que a ausência de "atores essenciais" poderia complicar sua aplicação.

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