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Crise na Venezuela deve dominar visita de Macri aos EUA

Crise na Venezuela deve dominar visita de Macri aos EUA
 
O presidente argentino Maurício Macri deve encontrar o presidente americano Donald Trump na Casa Branca nesta quinta-feira (27). @Presidencia de la nación Argentina

Os presidentes da Argentina e dos Estados Unidos se reúnem nesta quinta-feira (27) na Casa Branca. O encontro, que acontece a partir das 11h20 da manhã pelo horário de Brasília, deve ser dominado pela crise na Venezuela. A visita oficial de Mauricio Macri a Washington deve servir para credenciar o argentino como o grande aliado de Donald Trump na região, especialmente para o caso venezuelano.

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Mauricio Macri e Donald Trump devem conversar, durante uma hora e meia, sobre assuntos bilaterais, mas também sobre assuntos regionais. É nesse campo regional que está a grande importância internacional desse encontro.

Trump pode tocar em um assunto que incomoda os Estados Unidos que é a forte presença da China na América do Sul. Mas sem dúvida o tema mais sensível e urgente é a situação da Venezuela. A própria nota da Casa Branca, que anuncia a reunião entre Macri e Trump, antecipa que os dois presidentes "vão trocar pontos de vista sobre a deteriorada situação da Venezuela".

Argentina pode vir a ser a grande aliada dos EUA na região

Os Estados Unidos perderam a influência política que tinham na América do Sul e precisam encontrar um parceiro na região que seja um aliado para os seus interesses. O presidente argentino parece ser o nome mais apropriado.

Mauricio Macri e Donald Trump cultivam uma relação como empresários que vem desde os anos 80. Agora como presidentes esse vínculo pode facilitar os planos estratégicos deles. Com o Brasil mergulhado numa crise política imprevisível e o México em pleno atrito com Trump, a Argentina pode ser o parceiro privilegiado de Washington na região.

O interesse dos dois presidentes é mútuo. Macri precisa urgentemente de investimentos para que o seu plano econômico funcione. Os Estados Unidos são o principal investidor externo na Argentina.

Um aliado na luta contra o regime de Nicolás Maduro

Trump, que tem problemas mais sensíveis em outras regiões do mundo, precisa de um líder regional e ativo em quem confiar na sua luta contra o regime do venezuelano de Nicolás Maduro.

Na América Latina, Mauricio Macri é quem mantém a maior ofensiva contra Maduro. Ele foi o primeiro presidente a pedir a libertação dos presos políticos na Venezuela e a afirmar que não existe democracia na Venezuela. Agora, o presidente argentino lidera o pedido de eleições gerais livres.

As relações de Trump com o México vão de mal a pior. Países como Chile, Colômbia e Brasil têm grandes desafios domésticos e terão mudança de governo neste ou no ano que vem. O Brasil perdeu a liderança política que tinha.

Macri e Trump se conhecem desde os anos 1980

Outra razão para essa parceria é mais pessoal: Mauricio Macri e Donald Trump se conhecem desde os anos 1980. Eles não são amigos, mas se conhecem há 30 anos como empresários. O argentino encontrou o magnata americano em Nova Iorque para tentar alguns investimentos imobiliários, que não avançaram. Durante os anos 90, tiveram uma relação mais regular que incluía até jogos de golfe.

Portanto, Trump tem uma confiança anterior em Macri, embora o argentino tenha apostado numa vitória de Hillary Clinton no ano passado. Macri é provavelmente o líder político estrangeiro que mais conhece a personalidade e a forma de negociar de Donald Trump.

Como os dois vêm do setor privado, existe também um código comum. Ambos têm esse sentido prático empresarial para chegar a acordos.

Posição da Argentina diante da crise na Venezuela

A Argentina está na presidência rotativa do Mercosul e acaba de assumir a da Unasul. O Mercosul já suspendeu a Venezuela e abriu um processo que pode derivar numa expulsão.

Nesse exercício da Unasul, Buenos Aires pode convocar todos os países da América do Sul a tratarem o caso venezuelano. A Unasul poderia apoiar uma ideia que se cozinha, neste momento, entre a Argentina e o Vaticano de uma mediação do próprio Papa Francisco para uma saída pela via democrática para Nicolás Maduro.

Na semana passada, Macri incitou os países da região a discutirem uma saída para a crise venezuelana pelo caminho das eleições gerais. Onze países apoiaram. Mas não vai ser fácil.

Nas últimas horas, a chanceler argentina Susana Malcorra liderou e conseguiu a aprovação da Organização dos Estados Americanos (OEA) a uma convocação a todos os ministros das Relações Exteriores das Américas a buscarem uma solução democrática para o caso venezuelano. Mas a Venezuela entendeu a convocação como uma intervenção e anunciou a sua saída da OEA.


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