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Oposição da Venezuela muda tática para pressionar Maduro

Oposição da Venezuela muda tática para pressionar Maduro
 
Manifestação contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na última segunda-feira (24), em Caracas. REUTERS/Christian Veron

Os protestos na Venezuela não têm dado trégua ao governo do presidente Nicolás Maduro. Desde o início de dezembro os opositores estão nas ruas para pedir a renúncia dos juízes do Tribunal Supremo de Justiça e a antecipação das eleições presidenciais, supostamente a maneira mais direta de minimizar a tensão política que afeta o país.

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

A oposição convocou para esta quarta-feira (26) mais uma manifestação. Desde primeiro de abril deste ano, quando decidiu dar início aos protestos, a oposição continua nas ruas, mas mudou a tática. Ainda que ocasionalmente convoque as manifestações em dias alternados, a oposição venezuelana quer cansar o governo. E também chamar a atenção da opinião pública internacional por dois motivos: o primeiro é alertar que algo não está bem no país da Revolução Bolivariana, onde faltam produtos alimentícios básicos e também remédios, e mostrar que apesar da escassez que afeta a população, há dinheiro para o governo comprar bombas de gás lacrimogêneo – muitas delas fabricadas no Brasil.

Com isso, os opositores estão ganhando espaço nos noticiários mundiais e também na comunidade internacional. Nos últimos dias sobram países e organismos pedindo para que governo e oposição voltem a dialogar. Alguns se reúnem para debater e avaliar sanções, caso da Organização de Estados Americanos (OEA), que agendou para esta quarta-feira uma sessão extraordinária, a pedido de 16 países, entre eles o Brasil, para que a questão da crise política da Venezuela seja debatida.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, foi enfática ao afirmar que se a reunião da OEA for realizada sem o aval da Venezuela, o país sairá da organização. Já o Parlasul, o Parlamento do Mercosul, decidiu criar um grupo de alto nível para promover o diálogo político entre governo e oposição. A primeira reunião está agendada para o início de maio.

Estratégia do governo de Maduro

O governo tem seguido a velha fórmula de convocar uma contramarcha, isto é, marcar manifestações para o mesmo dia da convocação opositora. Além disso, continua com as diárias transmissões oficias de rádio e TV, que mostram uma Venezuela distante da que os cidadãos veem diariamente nas ruas do país, ou então enfocando que a violência durante os protestos parte da oposição.

Mas há uma inovação: Maduro vem divulgando vídeos nos quais ele aparece dirigindo por Caracas, jogando beisebol, que é o esporte nacional, ou mesmo plantando árvores junto com a primeira-dama. Isso poucas horas depois da morte de manifestantes. Em raras ocasiões os vídeos mostraram Maduro passando por locais com barricadas. Em geral, nos vídeos do presidente tudo está bem.

Críticos ao presidente garantem que ele está em estado de negação da realidade, como se as forças de segurança do Estado não usassem de truculência para dissipar as manifestações. Há poucos dias estreou o documentário “Maduro, Lealdade Indestrutível”, que relembra trajetória do ex-motorista do metrô e sucessor do ex-presidente Hugo Chávez. Analistas afirmam que Maduro está em campanha, pelo menos para divulgar que é uma boa pessoa e, com isso, tentar recuperar alguns pontos em sua decrescente popularidade para o caso de alguma eleição.

População chavista disposta a lutar pela revolução

Os mais passionais afirmam que irão defender a revolução bolivariana com a própria vida, se necessário. Outros estão decepcionados com o rumo da Venezuela, que na época de Hugo Chávez era próspera - graças ao alto preço do barril de petróleo, com diversos programas sociais e quando os supermercados eram fartos e os preços acessíveis até mesmo para as classes menos favorecidas.

Agora a situação é totalmente contrária e isso se reflete na popularidade de Maduro e na continuidade do apoio chavista aos atuais líderes do governo. Há os que se dizem chavistas mas não maduristas. Há os que preferem manter o silêncio para não assumir que as propostas do falecido presidente, por agora, não estão sendo bem administradas.

Mas a resposta sobre a continuidade do chavismo e da revolução seria mais nítida em caso de eleições, que a oposição tanto anseia e que o chavismo parece querer atrasar. No entanto, Maduro afirmou estar ansioso para eleições. Já Diosdado Cabello, outro líder do chavismo, afirmou que não haverá eleição presidencial antecipada, somente as estaduais, adiadas desde dezembro passado, e as municipais, pautadas para este ano. Até o momento, o Poder Eleitoral não se manifestou sobre as possíveis datas de uma eleição.

Grande número de mortos nos protestos

A Procuradora Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, informou na terça-feira (25) que 26 pessoas morreram durante os protestos na Venezuela, sendo que oito delas foram eletrocutadas enquanto tentavam saquear um comércio em um bairro popular de Caracas dias atrás.

Há alguns meses aumentou consideravelmente os números de saques. A maioria deles ocorre em locais de baixa renda e o alvo preferido são lojas de alimentos, açougues e padarias. Há casos de que os roubos não são de comidas e sim de objetos sem grande importância ou valor, o que destaca o teor de vandalismo destes atos.

Em relação às mortes, cerca de 10 delas foram por tiro na cabeça, o que vem gerando o debate sobre se os atiradores são pessoas treinadas e trabalham para algum dos lados da disputa.

Organizações da sociedade civil vêm denunciando os chamados "coletivos", considerados paramilitares supostamente treinados pelo governo para defender a revolução. Este grupo aparece durante as manifestações, na grande maioria das vezes usando motos, e, em alguns casos, estão armados. No entanto, o governo afirma que eles não significam risco para a sociedade civil e desarmada.


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