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Américas

Novos confrontos violentos entre opositores e polícia em Caracas

media Opositores em Caracas enfrentam forças de ordem, que respondem com bombas de gás lacrimogêneo REUTERS/Marco Bello

A quarta-feira (26) é marcada por novos protestos contra o governo venezuelano em Caracas. As forças de ordem impediram com bombas de gás lacrimogêneo o avanço até o centro de Caracas de milhares de opositores que marchavam para exigir eleições gerais na Venezuela. A onda de contestação que dura quase um mês já deixou 27 mortos.

Com o rosto coberto por capuzes e ou máscaras de gás, um grupo de jovens respondia às forças de segurança com pedras e outros objetos, na estratégica estrada Francisco Fajardo, no leste de Caracas, no início da tarde. A militarizada Guarda Nacional, que se uniu à polícia, também atirava balas de borracha e jatos d'água, além de uma chuva de gás lacrimogêneo.

Vestidos de branco e carregando bandeiras da Venezuela, os opositores se concentraram em vários setores da capital com o objetivo de chegar à sede da Defensoria Pública, no centro da cidade, considerado um reduto chavista, onde até agora não conseguiram entrar. Sem ceder terreno, os seguidores do chavismo marcharam pelo centro de Caracas aos gritos de "Urgente, urgente... um novo presidente”, e se concentraram nos arredores do Palácio presidencial de Miraflores, onde esperam por Maduro.

Aumenta a pressão internacional

A tensão na Venezuela segue gerando preocupação da comunidade internacional. A Organização dos Estados Americanos (OEA) se reuniu nesta quarta-feira, em Washington, para discutir um possível encontro de chanceleres para tratar o tema. O governo venezuelano, no entanto, anunciou por meio da Chancelaria, em Caracas, que desconhece qualquer iniciativa na OEA a respeito da crise no país.

“A Venezuela não atenderá a nenhuma iniciativa no âmbito da OEA, que demonstrou ampla e publicamente seu teor intervencionista nos assuntos internos do nosso país", informou o ministério das Relações Exteriores. Mais cedo, a chefe da diplomacia, Delcy Rodríguez, havia advertido que, se for realizada uma reunião de chanceleres, a Venezuela iniciará "o procedimento de retirada" da OEA.

A pedido de Caracas, a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocou uma reunião extraordinária para o dia 2 de maio. "Há uma pressão muito grande da comunidade internacional para uma negociação política da oposição com o governo, [mas] não creio que sejam possíveis eleições gerais", opinou o analista Carlos Raúl Hernández.

Os protestos explodiram há um mês depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), acusado pelos opositores de servir ao chavismo, assumiu no fim de março as funções do Parlamento, único dos poderes que a oposição controla, mas recuou pela forte crítica internacional.

A Anistia Internacional pediu nesta quarta-feira que o governo "pare" com a "perseguição" e com as "detenções arbitrárias" contra os opositores, enquanto a ONG Repórteres Sem Fronteiras declarou sua preocupação com o "forte controle" da imprensa.

Maduro aceita eleições, mas apenas regionais

Para acalmar os ânimos, Maduro diz querer eleições, mas se refere às eleições regionais, que em 2016 foram postergadas e ainda não têm data para ocorrer. O chefe de Estado, cujo mandato termina em janeiro de 2019, afirma que seus adversários têm um plano apoiado pelos Estados Unidos para derrubá-lo e propiciar uma intervenção estrangeira.

Enquanto isso, a oposição classifica o governo de "ditadura" e vê como única saída para a profunda crise política e econômica do país petroleiro a saída de Maduro do poder. Mais de 70% dos venezuelanos, segundo pesquisas privadas, reprovam a gestão de Maduro, cansados da escassez de alimentos e remédios, e de uma inflação que segundo o FMI chegará a 720,5% neste ano, a mais alta do mundo.

(Com informações da AFP)

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