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Américas

Evo Morales: "EUA planejam derrubar Maduro para castigar anti-imperialistas"

media O presidente boliviano, Evo Morales Bolivian Presidency/Handout via Reuters

O presidente boliviano, Evo Morales, acusou nesta quinta-feira (20) os Estados Unidos de tramar a derrubada do Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, para castigar os governos "anti-imperialistas", após os protestos que quarta-feira deixaram três mortos naquele país.

Ele acrescentou que "qualquer conspiração interna ou intervenção externa será para se apoderar do petróleo venezuelano", uma afirmação já feita em outras ocasiões.

Morales mantém o apoio ao seu aliado político Maduro, que enfrenta manifestações convocadas pela oposição há três semanas, que deixaram um total de oito mortos.

A oposição da Venezuela convocou novas manifestações para esta quinta-feira para exigir eleições antecipadas para tirar Maduro do poder.

"Convocamos todo o povo venezuelano a se mobilizar. Hoje (ontem) fomos milhões e amanhã (hoje) temos que reunir mais pessoas", declarou o líder opositor Henrique Capriles, em entrevista coletiva da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD).

"Contra a selvageria e a repressão, mais democracia. Quem tem razão e está ao lado da verdade não deve ter medo. Medo deve ter Maduro", disse. "Estamos pedindo eleições livres e democráticas, estamos pedindo respeito à Assembleia Nacional, estamos pedindo a libertação dos presos políticos e estamos pedindo um canal humanitário para a entrada na Venezuela de alimentos e remédios. Esta é a razão da luta."

Durante os protestos da quarta-feira, um jovem de 17 anos morreu no hospital após ser baleado por motociclistas encapuzados que atacaram uma concentração opositora no bairro de San Bernardino, em Caracas.

Jovem morta por motociclistas

Na cidade de San Cristóbal (oeste), uma jovem de 23 anos foi baleada na cabeça - também por motociclistas encapuzados - e morreu durante os protestos.

No início da noite, um membro da Guarda Nacional morreu em San Antonio de los Altos, subúrbio de Caracas, baleado por um franco-atirador.

Os focos de violência e 'panelaços' persistiam em vários bairros de Caracas e em outras cidades da Venezuela durante a noite.

No bairro de El Paraíso, oeste de Caracas, moradores denunciaram saques em padarias, supermercados e cantinas. Manifestantes também levantaram barricadas e queimaram pneus em San Cristóbal.

"Não há qualquer justificativa para que se derrame uma gota de sangue neste país, quando os venezuelanos querem um futuro distinto", disse Capriles, ao condenar as mortes.

Já o dirigente chavista Diosdado Cabello acusou o líder opositor pela morte do guarda nacional: "Capriles e seu combo de assassinos estavam buscando mortos, desesperados. Mas aqui haverá justiça, tenham certeza de que vai haver justiça".

O vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, responsabilizou o presidente do Parlamento, o opositor Julio Borges, pela morte do jovem em Caracas.

"O responsável é Julio Borges, que transmitiu e tem sido recorrente em sua mensagem de violência, de ódio e de intolerância. Deve ser responsabilizado por estes fatos, por incentivar um setor de venezuelanos e venezuelanas a enfrentar um outro setor de compatriotas".

Com os três óbitos desta quarta-feira, sobe para oito o número de vítimas em três semanas de protestos da oposição para exigir eleições gerais e a saída de Maduro do poder, em meio a grave crise econômica e política que assola a Venezuela.

Em Caracas, os enfrentamentos entre as forças de segurança e os manifestantes que respondiam com pedras e coquetéis molotov explodiram em uma autoestrada estratégica e em vários setores do oeste da cidade.

Quando se aproximava, com as mãos para cima, da barreira com que militares bloqueavam a passagem na autoestrada Francisco Fajardo, Capriles recebeu uma chuva de bombas de gás lacrimogêneo. Vários manifestantes fugiram, jogando-se nas águas poluídas do rio Guaire.
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