Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 16/12 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 16/12 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 16/12 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 16/12 08h57 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 16/12 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 16/12 08h30 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 15/12 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 15/12 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Américas

Policiais e prisões custam caro e não resolvem criminalidade na América Latina, diz Les Echos

media O jornal francês Les Echos avalia o quanto o aumento da violência pesa para a economia da América Latina. brasileira. Reprodução

O quanto o aumento da violência custa para os cofres das economias latino-americanas: esse é o assunto de uma matéria do jornal econômico Les Echos que chegou às bancas na manhã desta sexta-feira (31). O diário também destaca o recorde de homicídios no Brasil: 60 mil assassinatos foram registrados em 2014.

O correspodente do diário em São Paulo, Thierry Ogier, escreve que, diante do crescimento endêmico da violência na América Latina, os governos aumentam o número de policiais e constroem novas prisões. As empresas fornecem viaturas blindadas ou guarda-costas a seus dirigentes. Os imóveis residenciais são protegidos por empresas de segurança privadas. As câmeras estão por todos os lugares nas ruas de Lima, no Peru, ou de São Paulo, no Brasil. Mas, ressalta o jornalista, "todos os esses métodos são ineficazes, além de custarem muito caro".

Les Echos destaca que um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que o custo global para lutar contra a violência na América Latina é exorbitante: US$ 170 bilhões por ano, o que equivale a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. O mesmo valor, ressalta o jornal, é investido para lutar contra a pobreza na América Latina.

Muitos investimentos, poucos resultados

Embora os governos latino-americanos gostem de ostentar os gastos contra a violência e a criminalidade, na prática, poucos são os resultados desses investimentos, avalia o diário. "Mesmo que não exista uma solução mágica" que possa liquidar o problema, diz Les Echos, o BID recomenda que os países da América Latina ataquem as raízes da causa da violência e da criminalidade na região, como a falta de oportunidade para os jovens.

A maioria das vítimas e dos criminosos latino-americanos têm entre 14 e 26 anos, não têm estudos e estão desempregados, salienta o jornal. Por isso, investir em ações preventivas, para impedir que jovens optem pela delinquência, deveria ser uma prioridade. O segundo ponto, preconiza o diário econômico, seria pensar em criar uma polícia de melhor qualidade e uma justiça mais rápida.

Recorde de homicídios no Brasil

Outro assunto tratado por Les Echos é o número recorde de homicídios no Brasil. No total, mais de 60 mil assassinatos foram cometidos em 2014 no país, mais de 10% do total registrado em todo o mundo. Apenas no Rio de Janeiro, escreve o jornal, o índice de homicídios por 100 mil habitantes chegou a 32. A título de comparação, a média na América Latina é de 24 homicídios por 100 mil habitantes.

Essa violência é fortemente relacionada ao racismo: nos últimos dez anos, a quantidade de brasileiros negros assassinados aumentou gravemente, salienta Les Echos. A polícia também é vítima desta violência: apenas no Estado do Rio, cerca de 100 policiais foram mortos em 2015, ao passo que 645 civis morreram em confrontos com a polícia. A média é assustadora, conclui o diário: quase dois assassinatos por dia.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.