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Américas

Governo do México pede que empresas boicotem muro na fronteira com EUA

media O governo mexicano se opõe ao projeto de construção do muro na fronteira com os Estados Unidos REUTERS/Jose Luis Gonzalez

O projeto de construção de um muro separando México e Estados Unidos continua provocando polêmica. O governo mexicano pede que as empresas de seu país não participem da iniciativa lançada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Patrick John Buffe, correspondente da RFI no México

O México não dispõe de leis que sancionem suas empresas ou as proíbam de contribuir para a construção do muro. No entanto, o governo do presidente Enrique Peña Nieto tem pedido para que os empresários do país não participem do projeto, alegando que eles sairão perdendo.

O ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, pediu que os empresários mexicanos “se olhem no espelho” antes de tomar qualquer decisão. Segundo ele, a construção do muro não deve ser considerada uma oportunidade econômica, em sim como algo negativo.

Já o ministro da Economia, Ildefonso Guajardo, apelou para o lado patriota e disse que as empresas que não defenderem os interesses nacionais poderão ser alvo de boicote por parte dos consumidores mexicanos. Desde janeiro, o presidente Peña Nieto pediu várias vezes a união nacional e diversas manifestações anti-Trump foram registradas em todo o país.

Grupos de mexicanos já pediram o boicote da empresa Ecovelocity, que se candidatou, por meio de um site do governo americano, para fornecer as lâmpadas que vão iluminar o muro do lado do México. Fora do país, empresas como a multinacional Cemex, uma das maiores produtoras mundiais de cimento, já declararam que não pretendem participar diretamente da construção, para evitar qualquer polêmica. Mas o fabricante, presente nos Estados Unidos, preferiu não responder ao ser questionado se forneceria cimento para outras empresas que possam ganhar as concorrências públicas lançadas pelo governo norte-americano.

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