Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 23/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 23/09 09h30 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 22/09 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Américas

Apesar da polêmica, marca da filha de Trump continua fabricando na China

media A marca de Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano, continua fabricando na China REUTERS/Kevin Lamarque

Donald Trump prometeu durante toda a campanha mão de obra e produção legitimamente americanos, mas os produtos de sua filha Ivanka são uma exceção. Segundo a alfândega, desde a chegada do magnata à presidência, toneladas de mercadoria saíram da China rumo aos Estados Unidos para alimentar a marca de roupas da jovem empresária.

Desde a eleição de Trump, ao menos 1.600 carteiras de couro, duas toneladas de blusas 100% poliéster e 23 toneladas de sapatos da marca de Ivanka Trump, com a etiqueta "made in China" cruzaram o Pacífico. E isso, apesar de Donald Trump ter atacado fortemente as multinacionais que transferem sua produção para fora dos Estados Unidos, acusando a China de "roubar" empregos americanos fabricando mais barato.

Ivanka Trump não encomenda diretamente seus produtos na China: esta decisão é proveniente das empresas de confecção como G-III, bolsas Mondani ou calçados Mark Fisher, a quem a filha do presidente confiou sua marca. A G-III vendeu, em 2015, US$ 29,4 milhões em produtos com a marca Ivanka, segundo o relatório anual do grupo, que não especifica os países nos quais estas mercadorias foram fabricadas.

Loja negou vender produtos de Ivanka Trump

Os negócios da filha do presidente são alvo de polêmica desde que o distribuidor Nordstrom decidiu, no início de fevereiro, retirar a linha Ivanka Trump de suas prateleiras. A rede de lojas negou que a decisão obedecesse a motivos políticos e limitou-se a explicar que a marca já não gerava lucros, especialmente desde o fim do ano passado. A postura da Nordstrom foi fortemente criticada pelo presidente americano.

No entanto, a de Ivanka não é a única linha da marca Trump de fabricação chinesa. Nos últimos 10 anos, mais de 1.200 carregamentos de produtos com o sobrenome Trump chegaram aos Estados Unidos a partir da China continental ou de Hong Kong, segundo dados das alfândegas americanas consultadas pelo escritório anti-Trump "Our Principles PAC".

Repatriando empregos

No fim de fevereiro, Ivanka participou na Casa Branca de uma reunião na presença de uma dezena de representantes da indústria americana, na qual seu pai prometeu "fazer tudo para repatriar empregos". Um porta-voz da marca Ivanka afirmou à AFP que a empresa "compartilhava o interesse dos chefes do setor para aumentar a presença da indústria nos Estados Unidos" e que "estava ansiosa para participar desta conversa". Pormé, ao menos uma empresa do sul da China já recebeu um pedido de 10 mil sapatos para a próxima temporada, segundo o jornal chinês Global Times.

(Com informações da AFP)
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.