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Cultura

Filho de Pablo Escobar critica séries de TV que glorificam narcotráfico

media O ator brasileiro Wagner Moura vive Pablo Escobar em "Narcos". www.netflix.com

O filho do mais famoso chefão do narcotráfico, o colombiano Pablo Escobar, criticou séries como "Narcos", sobre a vida de seu pai, por "glorificarem criminosos".

"Não me oponho que as histórias sejam contadas, mas sim que glorifiquem os criminosos e mostrem o tráfico de drogas com glamour, pois isso confunde os jovens", declarou ao jornal espanhol El Periódico Sebastián Marroquín, que mudou de nome - Juan Pablo Escobar - depois da morte de seu pai.

"Todos os dias recebo mensagens de jovens me pedindo ajuda para ser como meu pai. Querem ser bandido, me mandam fotos vestidos como ele, com seu bigode, seu penteado, fazendo todo um elogio à violência", afirma. "As narcosséries converteram meu pai em um herói e incentiva nos jovens a ideia de que ser narcotraficante é 'cool'", acrescentou.

Filho de Escobar aponta erros na série

Marroquín, de 39 anos, já enumerou várias inexatidões na série da Netflix sobre seu pai. "Propus a eles contar a história completa, sem manipular, mas me disseram que não interessava a eles, que minha família não sabia nada. Preferiram as invenções de roteiristas que escrevem da Califórnia", criticou Marroquín.

Escobar liderou o maior cartel de cocaína do mundo nos anos 1980. Marroquín tinha 16 anos quando seu pai foi morto pela polícia colombiana em 1993. Refez sua vida na Argentina e, em 2014, publicou um livro intitulado "Pablo Escobar: Meu Pai".

O premiado diretor brasileiro José Padilha, de "Tropa de Elite", é um dos produtores de "Narcos" e dirigiu os dois primeiros episódios da saga sobre Escobar, vivido por Wagner Moura.

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