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Américas

Libération começa contagem regressiva para o fim do governo Trump

media Capa do jornal francês Libération dessa terça-feira (21) que faz um balanço do primeiro mês agitado da presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. RFI

A imprensa francesa desta terça-feira (21) faz um balanço do primeiro mês da presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. Após esses primeiros 30 dias agitados, que "deram vertigem ao planeta", Libération já conta os dias para o fim do mandato do magnata. "Faltam 1.429 dias para Trump deixar a Casa Branca", se ele não for reeleito, é a manchete do jornal progressista.

Imigração, economia, diplomacia: o sulfuroso presidente americano executou algumas de suas polêmicas promessas de campannha que levaram mais uma vez às ruas do país, na segunda-feira (20), milhares de opositores. A ocasião era imperdível, afirma Libération. Por coincidência do calendário, a comemoração do primeiro mês da presidência de Trump caiu no feridado do President's Day, e os manifestantes saíram às ruas gritando "ele não é meu presidente".

Um estudante de direito, que participou do protesto em Nova York e foi entrevistado pelo jornal, diz que ficou "tonto nesses primeiros 30 dias do mandato, que tem a impressão de estar em um avião pilotado por um louco em uma viagem que vair durar quatro anos". Os cartazes e as palavras de ordem da manifestação mostram principalmente solidariedade aos muçulmanos e aos imigrantes em situação irregular, especialmente visados pelas primeiras medidas de Trump.

Na "Trumplândia" até a noção de verdade foi abalada

Na "Trumplândia", como chama Libé, até a noção de verdade foi abalada, com o presidente e sua equipe fazendo afirmações contrárias aos fatos. Em 30 dias, Trump se desentendeu com dois líderes mundiais - o primeiro-ministro australiano e o presidente mexicano -, publicou 23 decretos, assinou cinco projetos de lei, publicou 189 tuítes, pediu a demissão de um de seus conselheiros, demitiu uma ministra provisória da Justiça e viu dois ministros que indicou renunciarem antes mesmo de serem confirmados pelo Senado, enumera Libération.

É verdade que o presidente cumpre parte de suas promessas, como o desmantelamento do Obamacare - o sistema de saúde da administração Obama -, e agrada seus eleitores. Mas ele faz isso autoritariamente, baixando decretos, ressalta o diário.

Desequilibrando a ordem mundial

Internacionalmente, Washington modifica as linhas gerais de sua diplomacia. O exemplo mais flagrante é a posição de amigo/inimigo que os Estados Unidos mostram em relação à Rússia, incluindo suas críticas à Otan. Os republicanos tradicionais, no governo e no Congresso, tentam frear essta tentativa de Trump de atrapalhar a ordem mundial. Enquanto isso, Rússia e China aproveitam a tempestade para se impor, um pouco mais, como atores incontornáveis do novo desequilíbrio do planeta.

Apesar desse balanço negativo, Libération aponta em seu editoral, as boas notícias do período, isto é, a luta, organizada ou não, contra as ameaças desse presidente atípico aos princípios democráticos de base e ao equilíbrio mundial. Juízes e a populaçao amerciana se mobilizaram contra o decreto anti-imigração, os poderosos executivos da Silicon Valley criticaram as decisões de Trump, a mídia defendeu a liberdade de imprensa contra a campanha de desestabilização orquestrada pelo presidente. Até a CNN virou uma mídia de oposição, salienta Libération. A gente se consola como pode, conclui o editorial.

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