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Américas

Trump não descarta novo decreto sobre imigração nos Estados Unidos

media O presidente americano Donald Trump e sua esposa, Melania Trump, a bordo do Air Force One, em 10 de fevereiro de 2017. REUTERS/Carlos Barria

O presidente dos Estados Unidos afirmou na noite desta sexta-feira (10), a jornalistas a bordo do avião Air Force One, que não descarta a assinatura de um novo decreto sobre imigração, diante da nova suspensão judicial de sua ordem executiva, assinada há duas semanas.

"A parte ruim é que leva um tempo legal, mas vamos ganhar essa batalha. Nós também temos um monte de outras opções, incluindo a apresentação de uma nova ordem [executiva]", explicou o presidente. Consultado sobre se planeja emitir um novo decreto, Trump disse que é uma possibilidade. "Precisamos agir rapidamente por questões de segurança, de forma que poderia muito bem ser feita", declarou.

Na noite de quinta-feira (9), o Tribunal Federal de São Francisco manteve a suspensão do decreto presidencial que causou comoção no país ao proibir a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. Trump afirmou que sua equipe aguardará até a próxima semana para dar seu próximo passo. "Talvez na segunda (13), ou terça-feira (14)", comentou.

Ainda segundo o presidente americano, o país se dedicará às "verificações extremas" para imigrantes e refugiados dos sete países incluídos em seu polêmico decreto. "Vamos fortalecer a segurança. Vamos permitir a entrada de pessoas em nosso país que venham por boas razões", comentou.

O polêmico decreto migratório de Trump, que proibia por 120 dias a entrada no país de qualquer refugiado - proibição indefinida se for da Síria - entrou em vigor em 27 de janeiro de 2017 e, em 3 de fevereiro, foi suspenso pelo juiz James Robart em resposta ao recurso feito pelo procurador-geral do estado de Washington, Bob Ferguson.

Por enquanto, o decreto está suspenso e qualquer cidadão de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen, cuja entrada estava proibida por 90 dias, poderá entrar nos EUA, se tiver um visto válido.

(Com informações da AFP)

 

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