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Américas

Novas declarações de Trump elevam tensão no cenário internacional

media Israel não é o único país na mira de Donald Trump, o novo presidente dos Estados Unidos. REUTERS/Jonathan Ernst TPX IMAGES OF THE DAY

Israel não é o único país na mira de Donald Trump. O novo presidente americano também fez advertências contra a Rússia, além de se irritar com os governos da Austrália e do México. Trump também impôs sanções ao programa de mísseis balísticos do Irã, numa retomada da tensão diplomática entre Washington e Teerã.

Duas semanas depois de sua posse, Donald Trump tenta deixar sua marca no cenário internacional. Nesta sexta-feira (3), o presidente anunciou novas sanções contra o programa de mísseis balísticos do Irã, que atingem 25 pessoas ou entidades suspeitas de apoiar logisticamente o programa iraniano, segundo informou o departamento do Tesouro americano em um comunicado.

De acordo com as sanções aprovadas, dirigidas principalmente contra uma rede de apoio na China, pessoas e entidades afetadas sofrerão o congelamento de seus bens nos Estados Unidos e não poderão fazer transações com pessoas e/ou instituições americanas.

Donald Trump já havia assumido um tom beligerante contra o Irã. "Nada está excluído", disse à imprensa local sobre uma possível ação militar contra Teerã. Surpreendentemente, a nova administração também vem atacando a Rússia. Se Trump havia feito da reconciliação com o presidente Vladimir Putin uma prioridade da sua diplomacia, o embaixador dos EUA na ONU, Nikki Haley, condenou por sua vez as "ações agressivas da Rússia na Ucrânia."

Uma mudança de tom também foi notada no discurso com Israel, eterno aliado dos Estados Unidos. O episódio do tuíte do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, apoiando o muro contra o México, repercutiu mal na comunidade internacional após ser retuítado pelo presidente americano e receber mais de 40 mil compartilhamentos. Washington, no meio tempo, decidiu não mais apoiar abertamente os milhares de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Mas são talvez os australianos, aliados tradicionais dos EUA, os mais surpresos pelas últimas reações de Trump, que desligou o telefone na cara do primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, por causa de um acordo de imigração com o ex-presidente Obama. O desconforto foi tal em Sydney que o senador republicano John McCain teve de pegar o telefone para tranquilizar o embaixador australiano em Washington.

A oposição democrata, entretanto, advertiu o novo presidente americano: “A diplomacia não é feita com tuítes e telefonemas”, afirmou a senadora Jeanne Shaheen.

 

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