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Américas

Imprensa destaca "guerra aberta" de Trump contra jornalistas americanos

media Capa do jornal Libération desta sexta-feira (3). Reprodução

O presidente americano Donald Trump continua no foco dos principais jornais franceses nesta sexta-feira (3). Em destaque, a guerra aberta do bilionário contra os jornalistas americanos. O assunto está na capa do jornal Libération, com a manchete: "O 4° poder se revolta contra Trump". "Diante de uma hostilidade sem precedentes na Casa Branca, as grandes mídias americanas buscam manter a boa prática do jornalismo", escreve o jornal Libération, que dedica quatro páginas à questão.

Libé lembra que o confronto de Trump com os jornalistas americanos começou no dia seguinte a sua posse. Em 21 de janeiro, os jornais estamparam em suas capas fotos mostrando um número bem menor de pessoas durante a cerimônia em relação à multidão que lotou os arredores da Casa Branca para assistir à posse de Barack Obama, em 2009. A equipe de Trump, no entanto, divulgou insistentemente a informação que um público recorde havia sido registrado.

Acusando as mídias de manipulação, o novo presidente classificou os jornalistas como "as pessoas mais desonestas da Terra" e, em um discurso na sede da CIA, não escondeu sua irritação: "Estou em guerra contra as mídias", diz.

O presidente parece não ter mudado de opinião nos últimos dias. Recentemente um dos principais conselheiros estratégicos de Trump, Steve Bannon, declarou ao jornal New York Times que a mídia tradicional do país é o principal "partido de oposição" atualmente. Segundo ele, "os jornalistas não compreendem os Estados Unidos. Eles deveriam estar envergonhados, ser humilhados, se calarem e simplesmente escutar durante algum tempo", disse Bannon ao New York Times. As declarações aumentaram a tensão entre o novo governo e a imprensa americana.

Revisão das funções de jornalista

O confronto aberto também levou os jornalistas a realizarem uma reflexão de suas funções. "será que devem responder os excessos de Trump na mesma moeda? Trump é realmente um inimigo?", questiona Libération. Entrevistado pelo diário, o editorialista do Washington Post, Fred Hiatt, diz acreditar que entrar no jogo do presidente é realizar um jornalismo desonesto, o que pode realmente ferir a credibilidade das mídias americanas.

Já para Larry Stuelpnagel, um especialista em mídias da Universidade de Northwestern, também entrevistado pelo Libé, "o papel dos jornalistas não deve mudar: de tudo verificar e de se restringir absolutamente aos fatos". Já para o premiado jornalista Joby Warrick, a situação é grave e a profissão corre risco. Por isso, segundo ele, é preciso se adaptar.

Se serve de consolo, as eleições americanas aumentoaram os lucros dos grandes jornais americanos, destaca o diário le Figaro. O New York Times publicou ontem números que registram um sucesso que a imprensa não conhecia há muito tempo, escreve. O número de assinantes chegou, pela primeira vez, aos 3 milhões. Mais de 583 mil novas assinaturas digitais foram obtidas em 2016. Tudo isso graças ao interesse dos americanos pelas eleições.

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