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Américas

Megamanifestações mostram que oposição não dará trégua a Trump

media O centro de Washington, de rosa, contra Trump. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não emitiu nenhum comentário sobre as megamanifestações contra ele que tomaram no sábado (21) as ruas de Washington e de várias cidades do mundo. A participação nas passeatas anti-Trump, lideradas pelas mulheres, superou as expectativas.

Com informações de Lígia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Somente em Washington, a Marcha das Mulheres em defesa dos direitos civis, reuniu cerca de dois milhões de manifestantes, apontam os organizadores. Foram cerca de 300 manifestações nos Estados Unidos e 600 em todo o mundo. Em Paris, cerca de duas mil pessoas desfilaram perto da Torre Eiffel.

Apesar de ser um sábado cinzento em Washington, a capital estava mais vibrante do que em dias úteis e ensolarados. Centenas de milhares de pessoas em chapéus cor de rosa lotaram o metrô e as rodovias em direção ao National Mall (a esplanada que concentra muitos dos principais pontos turísticos de Washington) para integrar Marcha das Mulheres.

Às 11h (horário de Washington) cerca de 275 mil pessoas já haviam usado o metrô, indicando um volume mais alto que na sexta-feira (20), dia da posse de Donald Trump, quando 193 mil passageiros foram registrados até a mesma hora do dia. A posse de Trump atraiu bem menos visitantes à capital do que posses presidenciais recentes.

Apesar dos organizadores terem afirmado que o evento, não se limitava a questões do interesse das mulheres, mas uma demonstração pelos direitos de todos os grupos minoritários e oprimidos, além de pela ecologia, a maioria dos participantes eram mulheres brancas.

Hillary agradece apoio

Hillary Clinton, a candidata democrata que foi derrotada pelo magnata nova-iorquino, agradeceu pelo Twitter o apoio dos participantes da Marcha das Mulheres. “Obrigada por lutar, falar e marchar pelos nosso valores @womensmarch. Importante como sempre. Realmente acredito que unidos somos mais fortes”.

Entre os primeiros a falar à multidão estavam a feminista Gloria Steinem e o analista político e escritor Van Jones. “Esse é o lado positivo de algo negativo. É uma enorme demonstração de democracia como nunca vi em minha longa vida”, disse a feminista de 82 anos.

Em meio a muitas vozes furiosas e acusatórias contra conservadores e Trump, Jones se posicionou, acusando o presidente de não ser um verdadeiro conservador no sentido de respeitar a constituição, mas falou na necessidade de os liberais também fazerem uma autoavaliação e evitar mensagens de ódio. “Estou cansado de ouvir nós [liberais] dizermos que o amor ganha do ódio, mas, às vezes, parecer mais odientos que Trump”, disse o escritor negro.

Madonna fala de amor, rebelião e tirania

Madonna participa da manifestação em Washington. © Reuters

A diva do pop, Madonna, supreendeu os presentes ao se juntar ao protesto e subir no palco para se pronunciar sobre o novo governo. "Bem-vindo à revolução do amor", disse a cantora, encerrando horas de discursos por celebridades e ativistas. "À rebelião. À nossa recusa como mulheres em aceitar essa nova era da tirania".

"Estamos aqui determinados a frear a carnificina de Trump", declarou o cineasta Michael Moore na Marcha das Mulheres.
 

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