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Américas

"O gabinete de Trump parece a Ku Klux Klan", diz manifestante em Washington

media Americanos protestam contra a posse do presidente Donald Trump Ligia Hougland

Enquanto tudo parecia ocorrer calmamente na cerimônia de posse de Donald Trump nesta sexta-feira (20) no Capitólio, que estava cercado por apoiadores do novo presidente, o caos se espalhava pelas ruas de Washington.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

A poucas quadras do Capitólio, a grande divisão que marca os Estados Unidos ainda mais profundamente depois da eleição de 2016, quando a democrata Hillary Clinton perdeu para o republicano, estava ainda mais evidente do que durante os dias mais furiosos da campanha.

Carro queimado por manifestantes em Washington Reuters

Enquanto o 45° presidente dos Estados Unidos e seu antecessor, Barack Obama, se reuniam com os principais políticos do país, manifestantes armados com barras de ferros e martelos quebravam vidros de lojas, derrubavam lixeiras, queimavam carros e causavam danos a prédios comerciais. Até o vidro de uma limusine foi quebrado pelos anarquistas.

Felizmente, a maioria dos protestos foram pacíficos, limitando-se a bate-bocas entre jovens democratas e republicanos. “O gabinete de Trump parece um encontro da Ku Klux Klan. Isso é motivo mais do que suficiente para não aceitarmos o governo dele”, disse uma universitária do estado da Carolina do Norte que estava com o grupo DirsuptJ20, que espera contar com 30 mil manifestantes neste fim de semana.

Steven Duarte: "Meu protesto é trabalhar duro" Ligia Hougland

O jovem negro Steven Duarte observava tudo, mas não participava das manifestações de nenhum dos grupos. “Minha maneira de protestar é trabalhar duro e fazer as coisas mudarem na minha comunidade”, disse Duarte, que é morador da região nordeste da capital, onde há uma grande concentração de negros que vivem em condições de pobreza e um alto índice de criminalidade.

Jovens brancos de outros estados

A maioria dos manifestantes eram jovens brancos e vinham de outros estados do país. “Estou aqui pelos meus filhos. Preciso lutar pelo futuro deles”, disse Joanna Hooten, uma jovem mãe que veio de Atlanta, no estado da Geórgia.

Manifestantes anti-Trump na capital americana Ligia Hougland

Esses jovens garantem que não vão parar de protestar enquanto Trump estiver na Casa Branca. "Vamos fazer uma resistência constante. Não vamos desistir nunca”, disse Zakariya Uddin, membro da Organização Socialista Internacional.

Até agora, a polícia local, que foi reforçada e conta com cerca de 30 mil agentes neste fim de semana, tem conseguido conter o vandalismo e evitar maior violência.

O maior protesto contra o presidente magnata está programado para acontecer neste sábado (21), com a Marcha das Mulheres. Os grupos organizadores do evento esperam contar com a participação de cerca de 200 mil pessoas de todos os estados do país.

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