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Américas

EUA: no Senado, membros do futuro governo discordam de Trump

media O ex-general James Mattis, escolhido por Donald Trump para dirigir o Pentágono. REUTERS/Jonathan Ernst

Depois das audiências de confirmação de cargo realizadas no Senado americano, nos dias 11 e 12 de janeiro, uma coisa ficou clara: a contradição entre os nomeados e as posições defendidas pelo presidente eleito.

O general aposentado Jamis Mattis (conhecido sob a alcunha de "cachorro louco"), indicado para ser o Secretário da Defesa, e o ex-presidente da ExxonMobil, Rex Tillerson, futuro Secretário de Estado, mostraram pontos de vista bem diferentes dos de Donald Trump sobre a Rússia e o Irã.

Durante toda a campanha eleitoral, Trump apontou Moscou e o presidente Vladimir Putin como um amigo e aliado, desafiando a tradicional desconfiança do partido Republicano em relação ao país. Mas essa ideia de aproximação não é compartilhada por Mattis nem por Tillerson.

James Mattis declarou que "o importante agora é reconhecer que Putin quer 'quebrar' a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)" e tomarmos medidas, integradas, diplomáticas, econômicas, militares, e dentro da Aliança, trabalhar com nossos aliados para nos defendermos onde pudermos". Mattis também lembrou que desde 1945 a lista de tentativas de reaproximação com a Rússia é longa, "e a lista de sucessos é bem mais curta". Defendendo o diálogo proposto por Trump com Moscou, Mattis acredita que "os Estados Unidos devem se defender se a Rússia agir contra os nossos interesses".

A declaração vai de encontro à posição de Mike Pompeo, que deve dirigir a CIA, para quem a Rússia representa "um perigo" na Europa e está se impondo "de forma agressiva" na Ucrânia. Um dia antes, foi o indicado para a Secretaria do Estado, Rex Tillerson, que condenou a intervenção russa na Ucrânia e alegou que os Estados Unidos deveriam ter fornecido armas para Kiev se defender dos separatistas apoiados por Moscou.

Irã, um acordo que não deve ser "rasgado"

Mattis e Tillerson também se distanciaram de Trump sobre a questão do acordo nuclear iraniano, que o magnata quer simplesmente "rasgar". James Mattis está convicto de que o documento, mesmo imperfeito, deve ser aplicado. Lembrando que o acordo foi negociado com os aliados europeus de Washington, com a China e a Rússia, o general estima que "quando os Estados Unidos dão a sua palavra, eles próprios devem respeitá-la".

Além dessas contradições sobre a linha diplomática de Donald Trump, outros temas também demonstraram divergências entre indicados e o presidente eleito, entre eles, o meio ambiente.

Rex Tillerson está convencido dos sérios riscos causados pelo aquecimento global e considera importante os americanos continuaram sentados à mesa de negociações para analisar o melhor modo de enfrentar a ameaça; uma posição claramente favorável ao Acordo de Paris, que Trump quer abandonar.

Outro projeto do bilionário, que não é endossado pelo futuro chefe da CIA é o uso da tortura.

Já John Kelly, ex-almirante que deve dirigir o departamento da Segurança Nacional, estima que a construção de um muro na fronteira com o México não vai resolver o problema do tráfico de drogas. Finalmente, Mike Pompeo também garantiu aos senadores que está determinado a continuar as investigações sobre as piratarias das quais a Rússia é suspeita, e das quais Trump duvidava.

Espionagem sobre Rússia e Trump

Os futuros responsáveis pelo Pentágono e a CIA também declararam estar confiantes nos serviços secretos americanos, altamente criticados por Trump por terem trazido à tona um relatório explosivo de 35 páginas. O documento teria informações altamente comprometedoras entre o regime russo e Trump, assim como um vídeo com cenas de relações sexuais entre ele e prostitutas, filmado no hotel Ritz-Carlton de Moscou, no final de 2013.

 

 

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