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Antes de assumir governo, Trump entra em conflito com base republicana

Antes de assumir governo, Trump entra em conflito com base republicana
 
Membros republicanos do novo Congresso no Capitólio nesta terça-feira (3). REUTERS/Jonathan Ernst

A terça-feira (3) foi movimentada nos Estados Unidos, com deputados e senadores iniciando os trabalhos no novo Congresso americano, com maioria dos republicanos nas duas casas do Capitólio. Mas, antes mesmo de assumir a presidência, Donald Trump, já entrou em conflito com sua base.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

A semana está sendo marcada nos Estados Unidos por uma discussão sobre ética na política, quando se esperava o começo da derrubada de programas sociais dos democratas, como o Obamacare.

A cena que se esperava era a de vitoriosos republicanos celebrando uma nova era para a direita americana. Mas o que se viu foram disputas internas, com facções diversas se enfrentando abertamente e até uma rebelião contra aquele que foi reeleito para cargo equivalente ao do Brasil de presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, por um grupo significativo de deputados republicanos. Estes tentaram extinguir o Painel de Ética da Casa dos Representantes, um órgão independente que recebe queixas de eleitores e não é regulado pelo desejo da maioria.

O próprio presidente eleito Donald Trump, cuja campanha criticou o nepotismo dos legisladores, apareceu nas redes sociais dizendo que esta jamais deveria ser uma prioridade de seus colegas republicanos. Já os democratas aproveitaram a ocasião para denunciar o descaso dos novos governistas com a ética na política.

A batalha pelo Obamacare

Uma das primeiras medidas a serem tomadas pelo novo Congresso, assim que Donald Trump tomar posse, no dia 20 de janeiro, será, como prometido, o desmantelamento da reforma do sistema de saúde promovido pela administração Obama. Os democratas estão se preparando para uma batalha pelo Obamacare.

O novo líder da minoria no Senado, Chuck Schummer, fez um discurso duro nesta terça-feira, classificando o presidente eleito de irresponsável, que governa através do Twitter e perguntando diretamente a Trump: “como é que o senhor vai garantir o acesso à Saúde aos milhares de americanos beneficiados pelo Obamacare?”.

O presidente Barack Obama se reúne na quinta-feira (5) com senadores e deputados democratas para afinar uma estratégia de denúncia do que ele vê como o ataque a um direito básico da população, sem a apresentação de um plano específico que contraponha o Obamacare.

Obama também anunciou que fará, na semana que vem, em Chicago, um discurso de despedida, buscando ressaltar o legado de seus oito anos de governo e também, dizem nomes importantes do Partido Democrata, apontando para os perigos de um governo ultradireitista nos EUA.

Até o momento, Nno há um plano concreto dos republicanos na área de saúde, além de simplesmente acabar com o Obamacare. O vice-presidente eleito Mike Pence estará nesta quarta-feira (4) no Capitólio para tentar começar a elaborar uma estratégia conjunta com senadores e deputados governistas para a criação de um novo plano, mas a expectativa é a de que ele só irá a voto depois de fevereiro.

Por estas e outras, Paul Ryan mandou ontem um recado importante a seus colegas de partido, dizendo que os deputados precisam ouvir a população. E foram justamente os eleitores, irados, que pressionaram o Congresso para derrubar a ideia de se modificar o Comitê de Ética. A pressão foi tamanha, com milhares de telefonemas que vararam a madrugada, algo inédito na história recente americana, que os republicanos retrocederam.

Reforma fiscal e de desregulamentação da economia americana

O novo alvo de Trump na economia parece ser o das indústrias automotivas, o que pode ser um problema para a América Latina. Esta é uma questão que deve unir os republicanos.

O presidente da Ford anunciou na terça-feira que a multinacional vai investir em plantas industriais nos Estados assim que o Congresso passar as reformas, incluindo US$ 700 milhões no Estado do Michigan, um dos que garantiram a vitória do republicano em novembro.

Trump não perdeu tempo e criticou, via redes sociais, a General Motors, por fabricar partes de alguns de seus veículos mais populares no vizinho México. O presidente eleito anunciou que eles terão de pagar mais taxas com as novas medidas.

O bilionário também anunciou seu novo secretario de Comércio, Robert Lightizer, um veterano da administração Reagan e crítico ferrenho da China.

Uma das promessas de campanha de Trump foi a de rever o Nafta, o tratado de livre-comércio assinado com Canadá e México em 1994, durante o governo Clinton. Mas, uma vez mais, para isso, ele terá de investir primeiro em um discurso único e coerente de sua base no Congresso.


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