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Américas

Trump escolhe general encarregado de muro contra imigrantes mexicanos

media John Kelly é designado para Segurança Interna de Trump REUTERS/Lucas Jackson/File Photo

O general da reserva John Kelly vai dirigir o Departamento de Segurança Interna do governo Trump, se tornando assim o terceiro militar a integrar o gabinete do futuro presidente dos Estados Unidos.

O anúncio foi feito pelo presidente eleito em um comunicado, nesta segunda-feira (12). O ex-marine de 66 anos é "a pessoa indicada para realizar a urgente missão de frear a imigração ilegal e manter a segurança de nossas fronteiras", diz o texto. Aposentado, Kelly esteve na guerra do Iraque e terminou sua carreira no comando das forças americanas na América do Sul. Ele será um dos idealizadores do polêmico muro na fronteira com o México para impedir a passagem de imigrantes –uma das promessas de campanha com Trump.

Além do controle das fronteiras e da imigração, ele estará encarregado da proteção do presidente e das personalidades americanas, da segurança aeroportuária e da luta contra a pirataria informática. "O povo americano votou nesta eleição a favor de frear o terrorismo, recuperar a soberania de nossas fronteiras e colocar fim à atitude politicamente correta que regeu durante muito tempo nossa visão da segurança nacional", disse Kelly, citado no comunicado.

Trump já havia designado outros dois generais da reserva para seu gabinete. Michael Flynn foi nomeado assessor de Segurança Nacional, um cargo chave na elaboração da política externa e de defesa dos Estados Unidos, enquanto James Mattis, outro ex-marine, assumirá a condução do Departamento de Defesa. Mattis será o primeiro general a dirigir o Pentágono depois de George Marshall, nomeado em 1950 pelo presidente Harry Truman.

Filho morreu no Afeganistão

John Kelly também é conhecido pela opinião pública por ser um dos raros chefes militares a ter perdido um filho, Robert, na guerra do Afeganistão, em 2010. Ele se tornou marine em 1970, aos 20 ans, em plena guerra do Vietnã. Ele esteve no Iraque várias vezes, e foi assistente do general James Mattis, o futuro secretário da Defesa de Trump, no momento do ataque à Bagdá em 2003, feito a partir da fronteira do Kuwaït.
 

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