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Américas

Governo da Colômbia e líder das Farc assinam novo acordo de paz

media O presidente colombiano Juan Manuel Santos assina o novo acordo de paz com as Farc em Bogotá, neste 24 de novembro de 2016. REUTERS/Jaime Saldarriaga

O governo da Colômbia e a guerrilha das Farc assinaram nesta quinta-feira (24) um novo acordo de paz, revisado para incluir propostas da oposição, depois que o pacto original foi rejeitado em um referendo no começo de outubro.

O presidente Juan Manuel Santos e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño (também conhecido como "Timochenko"), assinaram o acordo com uma caneta construída a partir de um projétil no Teatro Colón, em Bogotá. Esta nova versão do pacto será apresentada ao Congresso na próxima semana para ser referendada.

Foi uma cerimônia discreta, em contraste com a assinatura do acordo original, que aconteceu em 26 de setembro na cidade caribenha de Cartagena, na presença de 2,5 mil convidados, entre eles 15 chefes de Estado. O texto, finalizado em 12 de novembro, busca pôr fim ao conflito armado mais antigo do continente americano, que carrega um balanço de mais de 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

"A paz nos devolverá a espera, a fé no futuro e a possibilidade de ter uma vida melhor para nós e nossos filhos", disse o presidente colombiano durante o ato. Timochenko, por sua vez, afirmou que "com este acordo não se depõem posições ideológicas políticas ou de consciência. Só pomos fim definitivamente à guerra, para confrontar civilizadamente as contradições", finalizou. "O novo acordo é uma grande oportunidade que oferecemos aos colombianos que apostam em um país reconciliado", disse Consuelo González de Perdomo, ex-congressista colombiana sequestrada durante sete anos pelas Farc, e convidada à cerimônia no teatro Colón.

Para senador da direita colombiana, pacto ignora a vitória do ‘Não’

Imediatamente após a assinatura, o acordo será levado ao Congresso, de maioria governista, onde se espera que o acordo seja referendado na próxima semana, dando início ao processo de implementação.

Os debates, que terão início na terça-feira (29) nas duas câmaras, será aberto e transmitido pela TV colombiana, e contará com a participação não apenas de legisladores, mas também de opositores. A decisão, no entanto, é questionada pelo grupo liderado pelo ex-presidente e atual senador de direita, Álvaro Uribe, que se opôs ao acordo.

"Esta decisão desconhece a vitória do 'Não’ no referendo de 2 de outubro", reagiu o Centro Democrático, partido de Uribe, que considera que negar o referendo popular foi um "golpe à democracia". A oposição insiste em introduzir mais mudanças no acordo, além das já feitas, como o inventário de bens que as Farc deverão entregar para reparar as vítimas e o relato detalhado sobre sua participação no tráfico de drogas.

Negociações pela paz na Colômbia

Segundo o acordo, após a assinatura das Farc, surgidas de um levante camponês em 1964, eles deverão começar a se agrupar nos próximos dias em áreas onde deixarão progressivamente suas armas durante os próximos seis meses, sob a supervisão da ONU. A paz, entretanto, não estará completa enquanto continuar ativo o Exército de Libertação Nacional (ELN), com quem o governo tentar iniciar uma mesa formal de diálogo há alguns meses e que ainda não foi concretizada, pois o grupo rebelde ainda não libertou um ex-congressista sequestrado.

A oposição, que anunciou manifestações nas ruas para demonstrar seu desagrado, continua rejeitando principalmente que guerrilheiros culpados por crimes atrozes possam se candidatar a cargos políticos antes de cumprirem suas penas.

Nas ruas, no entanto, colombianos comemoravam a vitória. "O país, em sua maioria, acolhe este acordo de paz porque vivemos uma guerra de mais de 50 anos, não queremos mais derramamento de sangue", disse à agência AFP Overnis Díaz. Para a colombiana Dayanna Gil, no entanto, o pacto "deveria ser referendado por meio de uma consulta, finalmente é a voz do povo colombiano e seria bom que cada um de nós opinasse sobre o nosso voto, sobre o que queremos fazer com o nosso país.”

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