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Américas

Trump defende nomeação de assessor radical mas se afasta de grupos neonazistas

media Le président élu Donald Trump, dans le hall du siège du New York Times, le 22 novembre 2016. REUTERS/Lucas Jackson

Em sua primeira entrevista ao jornal The New York Times, nesta terça-feira (22), o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tentou se distanciar dos grupos neonazistas que o apoiam, mas defendeu a nomeação de assessor conselheiro estratégico, Steve Bannon, ligado à extrema-direita.

Um vídeo divulgado no fim de semana mostra os membros do movimento ‘alt-right’, de ultradireita, comemorando o resultado das eleições presidenciais com a saudação nazista e aos gritos de “Heil Trump”. O presidente eleito disse que não contribuirá para “exaltar” o grupo e que se, isso está ocorrendo, "é preciso entender o porquê".

Ele também defendeu a nomeação de Steve Bannon como seu assessor para assuntos estratégicos. Trump afirmou que, se pensasse que Bannon é racista, não o teria contratado. Ele também admitiu ter mudado de opinião com relação à tortura, depois de uma conversa com o general reformado James Mattis, apontado como um dos favoritos para o cargo de secretário da Defesa. Durante a campanha, ele havia pedido a legalização da prática.

Segundo Trump, Mattis disse nunca ter pensado que a tortura fosse útil. "Com um par de cervejas e um pacote de cigarros que posso conseguir mais", teria declarado o general. "Fiquei muito impressionado com essa resposta", contou o presidente eleito.

Promessas de campanha

Outra promessa de campanha que não deve ser cumprida é a abertura de uma investigação contra Hillary Clinton, pelo uso de um servidor privado de correio eletrônico, quando ainda era secretária de Estado. Na entrevista ao NYT, Trump também assegurou que mantinha a "mente aberta" com relação aos acordos de Paris sobre o aquecimento global.

Durante a campanha eleitoral, Trump tinha prometido que, se fosse eleito presidente, denunciaria os acordos de Paris e inclusive chegou a afirmar que as mudanças climáticas eram um boato que a China fez circular para afetar a competitividade dos Estados Unidos."Estou analisando esta questão muito detalhadamente. Tenho a mente aberta sobre o tema", disse o presidente eleito.

O gesto de Trump de receber em seu escritório uma equipe do NYT também representou outra guinada fundamental com relação à campanha, durante a qual manteve uma guerra aberta com o jornal. Na véspera, Trump manteve uma reunião privada com representantes de seis das maiores redes de televisão, com as quais manteve relações tensas.
 

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