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Américas

Premiê do Canadá, Justin Trudeau, vai a Cuba 40 anos depois do seu pai

media O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, quer reaproximar seu país e Cuba REUTERS/Ben Nelms

Nesta terça-feira (15), o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau viaja para Cuba. Segundo o gabinete de Trudeau, essa visita, oficialmente destinada a "renovar e estreitar" os laços do Canadá com Cuba, tem também uma dimensão pessoal e familiar.

 

Pierre Elliott Trudeau, pai do atual primeiro-ministro canadense, exerceu a mesma função por duas vezes, pelo Partido Liberal: foi premiê de abril de 1968 a junho de 1979, e de março de 1980 a junho de 1984. Foi em 1976 que ele desafiou Washington e, no auge da Guerra Fria, foi o primeiro governante de um país-membro da Otan a viajar para Cuba. Ficou amigo de Fidel Castro, que compareceu ao seu enterro em Montreal, em 2000.

Estreitar relações bilaterais

Quarenta anos depois, se a eleição de Donald Trump levanta dúvidas sobre a continuidade da aproximação entre Cuba e Estados Unidos, o momento é oportuno para o Canadá reafirmar a amizade bilateral. Foi um dos poucos países do continente, ao lado do México, que não rompeu relações diplomáticas com Havana após a revolução. Não cedeu à pressão americana, ao contrário. O Canadá sempre criticou o embargo decidido em 1962, que foi suavizado, recentemente, pelo presidente Barack Obama.

A visita do jovem e midiático Justin Trudeau será a primeira de um primeiro-ministro canadense desde o liberal Jean Chrétien, em 1998. Para ele, trata-se também de reparar as relações bilaterais com a ilha, que caíram no "nível mais baixo" desde 1959 durante a década de seu predecessor no poder, o conservador Stephen Harper. Foi, no entanto, sob seu mandato que o Canadá acolheu várias rodadas das "negociações secretas" que culminaram em dezembro de 2014 com o histórico degelo das relações entre Cuba e Estados Unidos.

Donald Trump apoiou a reaproximação, mas expressou suas reservas durante a campanha, lamentando que Obama não tenha obtido nada em troca da flexibilização do embargo. No mês passado, afirmou que fará "de tudo para conseguir um acordo sólido". O embargo explica em parte a hesitação de várias empresas canadenses para investir em Cuba, temendo represálias dos Estados Unidos, onde muitas estão implantadas.

O comércio bilateral entre Canadá e Cuba chega a apenas US$1 bilhão ao ano, menos que o equivalente às trocas diárias entre Canadá e EUA. Os canadenses representam o contingente mais numeroso de turistas estrangeiros na ilha, com 1,3 milhão de visitantes em 2015, o que representa cerca de 40% do total.

Depois de Cuba, Justin Trudeau irá à Argentina e, em seguida, ao Peru, onde participará da cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), entre 17e 19 de novembro.
 

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