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Américas

Defensor da “supremacia branca” vira braço direito de Trump

media Stephen Bannon, presidente de campanha de Donald Trump e dono do portal de notícias conservador Breitbart News. REUTERS/Carlo Allegri/File Photo

Quem é Steve Bannon, consultor estratégico de Donald Trump? Conhecido pelas suas ideias de extrema-direita, ele foi até pouco tempo diretor do controverso portal Breitbart, um ponto de referência da "direita alternativa", um movimento associado à ideia da supremacia branca nos EUA.

Bannon deixou de dirigir o site depois de ser designado por Trump como diretor-geral de sua campanha. Alguns dos artigos publicados lembram com nostalgia da bandeira confederada do sul escravagista na Guerra de Secessão e beiram o antissemitismo. Agora, ele se transformou em um dos homens mais poderosos da Casa Branca, sendo nomeado chefe de estratégia e principal conselheiro, ao lado de Reince Priebus, novo chefe de gabinete.

A postura populista adotada por Trump na campanha é obra de Bannon: críticas abertas a muçulmanos e imigrantes e ideias baseadas em teorias da conspiração. A chegada do chefe de campanha de Trump à Casa Branca gerou consternação entre os democratas. "Os supremacistas brancos estarão representados nos mais altos níveis da Casa Branca de Trump", denunciou Adam Jentleson, porta-voz de Harry Reid, líder dos democratas no Senado.

"A extrema-direita racista e fascista está representada no umbral do Salão Oval. Os Estados Unidos deverão se manter muito vigilantes", tuitou John Weaver, ligado ao pré-candidato republicano moderado, John Kasich.

Os democratas ainda citam as acusações da ex-mulher de Bannon, Mary Louise Piccard, que durante seu processo de divórcio, há cerca de dez anos, afirmou, segundo o jornal New York Daily News, que ele teria se recusado a enviar suas filhas a várias escolas devido à presença de judeus. As acusações foram refutadas.

“Pró-Kennedy, pró-sindicatos”

Banqueiro de negócios do Goldman Sachs nos anos 1980, Bannon fundou, ao mesmo tempo, um pequeno banco de investimentos, o Bannon & Co, que ele vendeu em 1998, antes de se tornar produtor em Hollywood. Nos anos 2000, começou a produzir filmes políticos sobre Ronald Reagan, o Tea Party e Sarah Palin, que foi candidata à vice-presidência em 2008 na chapa de John McCain.

Bannon se reencontrou com Andrew Breitbart, fundador do site homônimo, e se uniu à batalha do Tea Party contra a classe política dos Estados Unidos, tanto democrata quanto republicana. Em 2012, com a morte de Breitbart, ele assumiu as rédeas do site, sediado em Washington.

O ex-presidente da Câmara de Representantes John Boehner foi uma de suas vítimas em 2015, e seu sucessor, Paul Ryan, foi alvo de repetidos ataques do site Breitbart, que o qualificou de ser um líder parlamentar dócil, incapaz de resistir a Barack Obama e defender as ideias conservadoras. "Venho de uma família democrata de classe trabalhadora, católica irlandesa, pró-Kennedy, pró-sindicatos", disse Bannon em 2015 à agência Bloomberg.

(Com informações da AFP)

 

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