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Américas

Governo da Colômbia e Farc anunciam novo acordo de paz

media O presidente colombiano Juan Manuel Santos. Cesar CARRION / Colombian Presidency / AFP

O governo da Colômbia e as Farc anunciaram neste sábado (12) um novo acordo de paz. Em Havana, Cuba, onde acontecem as negociações, os representantes da guerrilha e do governo de Juan Manuel Santos conseguiram finalizar um texto para substituir o acordo anterior, rejeitado para surpresa geral no referendo popular de 2 de outubro.

Os negociadores tentam salvar a paz na Colômbia, depois do não no referendo que enterrou uma versão anterior do pacto para acabar com 52 anos de conflito armado no país. O novo acordo anunciado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pelo governo colombiano integra "500 mudanças, precisões e contribuições dos mais diversos setores da sociedade" informou o comunicado conjunto lido por diplomatas de Cuba e Noruega, que são os países mediadores do processo de paz.

O presidente da Colômbia e prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, saudou o novo pacto. Em pronunciamento na TV, neste sábado, ele afirmou que o texto "é muito melhor" que o acordo anterior, selado em 26 de setembro com os guerrilheiros após meses de negociações em Havana, mas rejeitado pela população. O presidente assegurou que o documento "retoma e aprofunda propostas e ideais de todos que participaram deste grande diálogo nacional". Santos lembrou que foi ele mesmo que convocou essa nova rodada de negociações para "construir uma paz mais ampla e profunda".

Participação dos ex-guerrilheiros na política nacional

No entanto, apesar dos ajuste e mudanças em 56 dos 57 temas abordados, o novo acordo não altera a possibilidade de participação dos ex-guerrilheiros na política nacional, admitiu o presidente. Esse ponto, muito criticado pela oposição colombiana, foi um dos responsáveis pela rejeição do acordo no referendo de 3 de outubro.

O texto inicial previa que os guerrilheiros iriam depositar as armas e que as Farc se transformariam em partido político. O campo do "não, liderado pelo ex-presidente Alvaro Uribe, pede punições severas para os ex-combatentes.
 

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