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Donald Trump é eleito novo presidente dos EUA

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Donald Trump é eleito novo presidente dos EUA
 
Donald Trump fala com seus partidários depois do anúncio da vitória em 9 de novembro REUTERS/Mike Segar

Nesta que já é considerada por analisas a maior surpresa eleitoral da história moderna dos EUA, o empresário Donald Trump, que fez sua fortuna no mercado imobiliário em Nova York, recebeu, às duas horas e quarenta da manhã na Costa Leste do país um telefonema de Hillary Clinton o cumprimentando pela eleição e se tornou o presidente da maior potência do planeta.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

Apesar de os votos nos estados de Pensilvânia, Michigan e Novo Hampshire ainda estarem no fim de suas apurações, Hillary Clinton não tem mais como reverter a onda vermelha, a cor do Partido Republicano que parece ter sido preponderante na terça-feira nos EUA. Nem o mais republicano dos analistas imaginou uma vitória desta dimensão para a oposição. O dia aqui nos EUA está nascendo com uma reviravolta política semelhante à de 2008, quando Barack Obama retomou a Casa Branca para os democratas e o partido ganhou o controle do Senado e da Casa dos Representantes.

Desta vez, a vitória esmagadora, no entanto, foi dos Republicanos. Donald Trump terá maioria absoluta no Capitólio e poderá escolher, como prometeu na campanha, juízes ultraconservadores para a Suprema Corte. Esta é a maior derrota dos democratas em uma geração, e ela enterra o nome Clinton, acaba com a perspectiva histórica de uma mulher à frente da maior economia do planeta, afeta decisivamente o legado do presidente Obama e inclui os EUA na maré vitoriosa de populismo de direita, com uma mensagem forte contra o governo federal e as elites políticas, que dominou o planeta este ano.

Os partidários de Trump dizem que ele vai usar aliados como o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, cotado para ser o novo Secretário de Justiça ou Advogado-Geral da União, e o vice-presidente, o governador Mike Pence, um político experiente, para começar a unir o partido em torno dele. Também aparecem em posição de destaque o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, e o senador ultraconservador Jeff Sessions, do Alabama. Figurões republicanos que contavam com a derrota de Trump para mover o partido para o centro, agora terão de se recolher e seguir uma liderança aparentemente mais interessada no movimento oposto.

Disputa no campo democrata

Bernie Sanders, a senadora Elizabeth Warren e o vice-governador da Califórnia, Gary Newson, são os nomes mais fortes para tentar reorganizar o partido e lamber feridas que passam pelos altos custos do Obamacare, a reforma de saúde que é a menina dos olhos do governo Obama e que Trump promete destruir, e de uma recuperação mais lenta da economia, especialmente na América Profunda, presa perfeita para o discurso, na linha da do utilizado na Grã-Bretanha no Brexit, nativista, de ataque aos imigrantes com um enorme componente xenófobo.

O combate de Trump ao livre-mercado, que causa arrepios em Wall Street e deve jogar os mercados para baixo nos próximos dias, também o ajudou a marcar a imagem de Hillary como, pela ordem, produto da elite política de Washington e refém dos barões de Wall Street. O bilionário que se recusou a dividir com os cidadãos americanos sua declaração de imposto de renda conseguiu passar a ideia de que, nesta disputa, ele era o homem comum ao contrário da elitista ex-secretária de Estado.

Reação em Nova York

No Centro de Convenções Javits, as quase quatro mil pessoas que esperavam comemorar a eleição de Hillary estão ainda chocadas com o resultado. Já no Hotel Hilton, que passou a noite em calmaria, a festa saiu do limite dos convidados e invadiu as ruas da Avenida das Americas com pequenos grupos gritando slogans como “Hillary na cadeia!” e “Vamos recuperar a America de vocês, mídia corrupta”.

A cidade votou em peso em Hillary e amanhece com uma tremenda dor de cabeça. No metrô e nos bares da cidade cidadãos se abraçavam tentando se consolar. É bom lembrar que a candidatura de Trump, desde as primárias, por conta de sua indisciplina e dos ataques a minorias étnicas, como negros e latinos, e até a deficientes físicos e mulheres, foi considerada por muitos analistas como uma brincadeira de péssimo gosto. Nada disso parece ter importado tanto quanto o bolso e a vontade de mandar um recado às elites nesta terça-feira nos EUA.

 


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