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Américas

Depois de Matthew, Haiti lida com ameaça de cólera e lentidão de ajuda humanitária

media O Haiti devastado pelo furacão Matthew. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O devastador furacão Matthew deixou pelo menos 372 mortos e 246 feridos no Haiti, afirmou nesta segunda-feira (10) a Defesa Civil. Mais de 175 mil pessoas permanecem em refúgios provisórios.

O Haiti, que ainda não se recuperou no terremoto de 2010, deu início no domingo a um luto de três dias e se vê mergulhado em uma nova crise humanitária, ameaçado pela fome e pela cólera.

No departamento de Grand’Anse, a população está traumatizada, relatam os enviados especiais da RFI, Stefanie Schüler e Marc Kingtoph Casimir. Clarice Jeudi, moradora da cidade de Jérémie, conta que deixou sua cabana à beira do mar tarde demais e acabou nas ruas da cidade em plena tempestade até ser salva por um outro morador, que a puxou para dentro de uma casa de alvenaria. “O vento fazia um barulho assustador”, conta Clarisse.

“Parecia um motor. As ondas se juntavam à chuva e eram como chicotadas na minha pele. Doía muito. A água atingia meu rosto e meus olhos. Parecia que eu estava cega, só via um buraco negro na minha frente. E como eu estava de olhos fechados, não sabia mais se tinha que subir ou descer”, explica Clarisse.

No mesmo momento, Jouberson Morphé, 18 anos, estava preso na casa dos pais, em outro bairro popular de Jérémie. Sua família não sobreviveu. “Eu estava com eles dentro da casa. Quando vi que o teto estava sendo arrancado, eu saí. Minha mãe tentou me seguir, mas ao sair, um pedaço da cobertura do telhado cortou sua garganta. Ela morreu na hora. Meu pai morreu no hospital, em decorrência dos ferimentos”.

Furacão traz danos ecológicos

“A maior catástrofe – que não é visível – é a catástrofe ecológica”, explica Joanas Gué, conselheiro do presidente interino Jocelerme Privert e ex-ministro da Agricultra. “A Grand’Anse é um departamento que até então tinha a maior porcentagem de cobertura vegetal”, lembra.

“Agora, com esse desmatamento inesperado, isso vai ter influência em todo o país”, acrescenta Joanas Gué. “As inundações vão ser mais frequentes, pois o solo vai perder uma parte de sua capacidade de absorção. E isso é um verdadeiro desastre. É verdade que os resultados são mais visíveis quando a intervenção se faz no momento de emergência, para distribuir alimentos, produtos de higiene etc. Mas a maior contribuição para a reconstrução da parte sul, é a construção ecológica”, diz o conselheiro.

As necessidades básicas de água potável, comida e medicamentos de milhares de pessoas aumentam a cada dia. “Não temos nada. Mesmo os hospitais estão destruídos”, diz Joel George, presidente da associação de prefeitos do departamento.

René Domersant, representante do ministério da Saúde no Centro Nacional de Operações de Emergência, alerta para os perigos sanitários. “Há um surto de cólera toda vez que há inundações, então pedimos que as pessoas lavem bem as mãos após fazerem suas necessidades, que não coloquem as mãos na boca. No primeiro sinal de uma forte diarreia, é preciso que se hidratem, que tomem soro e se dirijam ao centro de saúde mais próximo”, declarou Domersant à correspondente da RFI em Porto Príncipe, Amélie Baron.

Brasil ajuda população atingida pelo furacão

Capacetes azuis do Brasil ajudam vítimas de furacão no Haiti. Minustah/Facebook

Os capacetes azuis da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) são comandados pelo Brasil e ajudam a população local atingida pelo furacão. A missão tem tropas de 15 países e chegou ao país em 2004, primeiramente para assegurar a realização de eleições em 2006 e 2010, mas a permanência se estendeu após o terremoto devastador de 2010.
 

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