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Américas

Ex-presidente colombiano pede penas para marxistas que cometeram crimes atrozes

media O ex-presidente colombiano Alvaro Uribe (2002-2010) defendeu o "Não" ao acordo de paz. LUIS ROBAYO / AFP

O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe insistiu neste domingo (9) que membros da guerrilha marxista Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) responsáveis por "delitos atrozes" devem pagar penas de "reclusão" de entre 5 e 8 anos. Uribe defendeu o “Não” no plebiscito que rejeitou o acordo de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e os marxistas.

Ao publicar suas preocupações e propostas sobre o acordo de paz, Uribe, o grande vencedor do referendo da semana, disse que "a impunidade total aos maiores responsáveis por delitos atrozes" se transformará em "um mal exemplo" e gerador de "novas violências".

Por isso, em um documento publicado no Twitter e entitulado "Votamos Não, seguimos pela paz. Urgência e Paciência", o ex-presidente e atual senador diz que os guerrilheiros devem responder por seus crimes com "reclusão efetiva, pena privativa de liberdade, entre 5 e 8 anos, mesmo que seja em locais alternativos, como granjas agrícolas".

"Os privilégios ao partido da Farc e a elegibilidade de responsáveis por delitos atrozes" é outra das preocupações levantadas por Uribe.

Nobel para esforços pela paz

O atual presidente Juan Manuel Santos foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz, anunciado na sexta-feira, por seus esforços em acabar com mais de 50 anos de guerra no país. Com a rejeição pela população do acordo, que levou quatro anos para ser concluído, governo e guerrilha já adiantaram que o cessar-fogo “bilateral e definitivo” vai ser mantido e que os tópicos mais criticados do acordo vão ser renegociados.

O acordo de paz foi rejeitado no domingo anterior por uma margem muito pequena – 50,2% - num pleito que teve 62% de abstenção.
 

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