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Américas

Vídeos de mortes de negros pela polícia dos EUA inflamam redes sociais

media Intervenção da polícia que terminou com a morte de Alton Sterling, baleado com 4 tiros à queima roupa. Captura vídeo

Pela segunda vez nesta semana, um homem negro é morto a tiros pela polícia norte-americana. Os casos inflamam a opinião pública dos Estados Unidos, onde as violências policiais contra afro-americanos se tornaram frequentes.

O primeiro caso aconteceu na cidade de Baton Rouge, capital da Louisiana, na madrugada de terça-feira (5), quando a polícia matou Alton Sterling, de 37 anos, que vendia CDs piratas na porta de uma loja de conveniências.

Em um vídeo gravado por testemunhas, um policial branco aparece correndo atrás de um homem negro, antes que outro policial, também branco, atire contra o suspeito no chão. Em seguida, quatro disparos são feitos contra o homem, imobilizado. A pessoa que filma a cena reage: "Atiraram nele? Desgraçados, meu Deus!".

A polícia de Baton Rouge identificou o homem atacado como Alton Sterling e afirmou que os dois policiais tentaram fazer contato com ele no estacionamento da loja de conveniências. Eles teriam ido ao local após receber uma denúncia de uma pessoa que afirmava ter sido ameaçada por um homem armado.

"Houve uma discussão entre Sterling e os oficiais. Sterling foi baleado durante a discussão e morreu no local", informa a polícia em seu Facebook, acrescentando que os procedimentos normais foram seguidos e que os dois policiais envolvidos foram colocados em licença administrativa.

Mulher filma a morte do namorado

O segundo caso foi registrado na quarta-feira (6). Philando Castile, de 32 anos, funcionário de um refeitório escolar, foi baleado e morreu em uma blitz na cidade de Falcon Heights, no Estado do Minnesota. Através de um celular, Lavish Reynolds, a namorada da vítima, gravou e divulgou ao vivo o caso. A filha da mulher, de 4 anos, também estava no carro e presenciou a cena.

No vídeo, é possível ver o homem no assento do motorista, com manchas de sangue na blusa e um policial apontando uma arma contra ele, do lado de fora do veículo. "Meu Deus, não me digam que ele morreu, não me digam que meu namorado foi embora assim... Foi atingido por quatro tiros, senhor", afirma a mulher na gravação, transmitida ao vivo no Facebook Live e visualizado mais de 1,7 milhão de vezes.

Durante a gravação, Reynolds explica que seu namorado estava procurando os documentos quando o policial atirou no braço. Castile "estava tentando tirar sua identidade e sua carteira do bolso. Ele disse ao agente que tinha uma arma de fogo e que ia pegar sua carteira, e então o policial atirou no seu braço", diz a namorada da vítima na gravação. Castile tinha porte de arma de fogo.

A polícia indicou que a morte está sendo investigada e que no lugar do incidente foi encontrado um revólver. Também explica que o veículo foi parado por uma luz de farol queimada, e que havia maconha no carro.

Perto do fim do vídeo, de quase 10 minutos de duração, a filha de Reynolds, tenta tranquilizar a mãe, aterrorizada. "Está tudo bem, mamãe, estou aqui com você."

Protestos e reações

No Facebook, foi criada uma página intitulada "Justiça para Philando Castile", na qual se afirma: "Philando Castile morreu pelas mãos da polícia no dia 6 de julho de 2016. Exigimos justiça".

Já em Baton Rouge, uma manifestação foi realizada na quarta-feira (6). Cerca de 100 pessoas, incluindo amigos e parentes de Sterling, protestaram junto à loja e bloquearam as ruas adjacentes. Os manifestantes exibiam cartazes com dizeres como "A vida dos negros não importa" e "Justiça para Alton".

O congressista democrata Cedric Richmond, que representa o distrito de Louisana, pediu que o departamento de Justiça dos Estados Unidos inicie uma investigação do incidente. "O vídeo do tiroteio é profundamente preocupante", observou. "Há várias interrogações sem resposta em torno da morte de Sterling, incluindo perguntas sobre a ligação inicial pedindo a presença da polícia, o nível de força usado pelos oficiais, a discussão verbal e física e a atuação dos policiais depois que ele foi baleado", indica o parlamentar em um comunicado.

O grupo de direitos civis Black Lives Matter (Vidas dos Negros Importam) publicou, em sua página no Twitter: "Já basta. #AltonSterling".

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