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Hilllary vence em Nova Jersey e se consolida como candidata democrata

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Hilllary vence em Nova Jersey e se consolida como candidata democrata
 
A candidata democrata Hillary Clinton em campanha a Lynwook, em Los Angeles REUTERS/Lucy Nicholson

Agora não há mais dúvida: a ex-secretária de Estado Hillary Clinton vai enfrentar o empresário Donald Trump na batalha para a Casa Branca em novembro. Na noite desta terça-feira (7), ela venceu com quase meio milhão de votos as primárias do importante estado de Nova Jersey e, até o começo da madrugada, vencia também com folga, e mais de um milhão de votos, a Califórnia.

As vitórias, mais apertadas, no Novo México e na Dakota do Sul, deixaram Hillary com a maioria absoluta dos delegados para a convenção de julho, na Filadélfia. Seu adversário mais direto, o senador Bernie Sanders, venceu nesta terça-feira apenas nas pouco populosas Dakota do Norte e Montana, e decidiu continuar na campanha.

As pesquisas dão vantagem, com margem ainda apertada, para Hillary contra Trump. Mas ela deve crescer mais esta semana com a enorme celebração na mídia de um fato inegavelmente histórico: a esposa do ex-presidente Bill Clinton é a primeira mulher escolhida por um dos dois principais partidos políticos dos EUA para disputar a presidência do país. Em seu discurso no quartel-general da campanha, aqui no Brooklyn, Hillary deixou claro que não tem tempo a perder: fez um aceno para os apoiadores de Bernie, pedindo a união do Partido Democrata contra Trump, a quem classificou de “despreparado por temperamento” para o cargo político mais importante do planeta. Hillary ainda disse que a campanha de Bernie foi impressionante e fez bem tanto para os democratas quanto para “a América”.

Campanha de Bernie teve mais força do que todos esperavam

 A campanha de Bernie teve muito mais força do que todos esperavam e já fez uma convocação para um comício na capital amanhã. Ele conseguiu atrair jovens e eleitores independentes que Hillary espera cooptar com a ajuda de seu ex-colega de Senado. Mas, de acordo com pesquisas, 25% dos eleitores de Bernie dizem que ficarão em casa e não votarão nem em Hillary em novembro.

A Casa Branca, não por acaso, se mexeu imediatamente após os resultados de Nova Jérsei e anunciou que o presidente Barack Obama ligou para sua ex-secretária de Estado celebrando a conquista da maioria dos delegados por Hillary. Obama também ligou para Bernie, cumprimentou o senador por ele ter feito uma campanha ‘repleta de energia’ e de ter colocado no centro da disputa temas importantes como as desigualdades econômicas e a interferência danosa de lobistas e bilionários no processo democrático. Mais importante, Obama anunciou que, a pedido de Bernie, irá encontrar amanhã o líder da esquerda democrata. Há a expectativa de que os dois, juntos, possam anunciar o apoio a Hillary.

Hillary e Bernie, uma aliança possível?

Bernie conseguiu trazer para as primárias novos eleitores que se diziam desinteressados pela política. Mas estes aprenderam que, ao contrário dos republicanos, os democratas estabeleceram um tipo de escolha direta de candidatos que dificulta, na figura dos chamados superdelegados, a candidatura de um político não-alinhado com a cúpula do partido. Seria muito mais complicado para Donald Trump, por exemplo, vencer as primárias democratas, já que ele precisaria conquistar, além dos votos populares, o apoio dos caciques do partido.

O que Obama irá argumentar com Bernie é que, se a diferença diminui bem entre os dois candidatos quando excluídos os superdelegados, Hillary venceu de qualquer modo com uma vantagem de quase 4 milhões de votos populares. Se Obama conseguir trazer Bernie para a campanha de Hillary, vai ficar ainda mais difícil para Trump vencer os democratas.

Momento é complicado para magnata nova-iorquino

O candidato republicano arrumou briga com a governadora de origem hispânica do Novo México e, de lambuja, ainda atacou o juiz, também de origem hispânica, que comanda um caso contra a Trump University, por ser “contra mim justamente por ele ser de origem latino-americana’. Ninguém menos do que o republicano com cargo eletivo mais importante nos EUA, equivalente ao da presidência da Câmara no Brasil, o deputado Paul Ryan, teve de concordar que Trump foi racista. E sem o voto dos hispânicos é praticamente impossível para os republicanos recuperarem a Casa Branca.


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