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OEA propõe diálogo entre oposição e governo na Venezuela

OEA propõe diálogo entre oposição e governo na Venezuela
 
"A Venezuela obteve uma vitória na OEA ao convocar o Conselho Permanente para declarar apoio ao diálogo, à Constituição e à Paz", escreveu no Twitter a chanceler Delcy Rodríguez. REUTERS/Marco Bello

O governo da Venezuela teve um parecer favorável na OEA na noite desta quarta-feira. Os membros da organização defenderam o diálogo entre governo e oposição, em vez da ativação da Carta Democrática, um documento adotado em 2001 que autoriza a atuação do Judiciario e Legislativo, se o Executivo desrespeitar os princípios democráticos. A derrota é surpreendente para a oposição, que busca, através da pressão internacional, acelerar uma mudança de governo.

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

O resultado foi favorável à Venezuela e minimizou a movimentação um dia após Luis Almagro, o secretário-geral da OEA, ter pedido a ativação da Carta Democrática.  Após uma longa sessão, os 34 membros da organização divulgaram um texto apoiando um “diálogo aberto”, além de outras iniciativas que conduzam “de maneira oportuna, rápida e eficaz para a solução das diferenças e a consolidação da democracia representativa” na Venezuela.

Para analistas, quem saiu ganhando foi Nicolás Maduro, já que a pressão internacional contra seu governo diminui com a decisão da OEA. Nas redes sociais, o opositor Henrique Capriles Radonsky disse que “a delegação da OEA representa Maduro e sua cúpula corrupta, e não a maioria dos venezuelanos”.

Jovens se reúnem a favor de Maduro

Centenas de jovens percorreram as ruas do Centro de Caracas na tarde desta quarta-feira, em apoio a Maduro, que "pediu ao povo defender a pátria". Mais uma vez Nicolás Maduro criticou Luis Almagro, que pediu a ativação da Carta para buscar uma saída paras as crises nas quais a Venezuela está imersa. Para o presidente, a Carta Democrática é uma ameaça ao país. Maduro, na verdade, replica o ex-presidente Hugo Chávez ao anunciar um suposto ataque ao país.

De acordo com especialistas, esta é a fórmula aplicada pelo governo venezuelano para desviar a atenção do povo. Enquanto isso, a população dedica tempo e esforço para conseguir o básico, que anda escasso, e ainda enfrenta uma inflação galopante, que a cada dia reduz o poder de compra. A população opositora acredita que a ação de organismos internacionais possa forçar o governo a buscar alternativas de diálogo e de minimização das crises internas.

Governo e oposição continuam "em guerra"

Nicolás Maduro afirma que vai processar a direção da Assembléia Nacional por “trair a pátria” e usurpar funções exclusivas do presidente da República. Maduro garante que a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, violou o artigo da Constituição bolivariana que atribui somente ao presidente o comando das relações exteriores, assinatura de tratados, convênios e acordos internacionais.

Há poucos dias, a Assembléia Nacional apresentou em esferas internacionais o pedido de ativação da Carta Democrática. Já o presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, garantiu que Maduro não tem argumentos para processá-los. Para o opositor, qualquer cidadão venezuelano tem direito de solicitar um organismo internacional. Ramos Allup também afirmou que Nicolas Maduro “está desequilibrado e não está reagindo bem”.

Oposição tenta concretizar referendo

Diante da falta de uma resposta do Conselho Nacional Eleitoral, uma comissão de deputados da coligação opositora Mesa da Unidade Democrática entregou à Justiça um documento para exigir a fixação de regras e datas das etapas para convocar o referendo. Os opositores exigem que as autoridades eleitorais finalizem o processo ainda este ano.

É uma corrida contra o tempo, já que se o referendo for realizado neste ano e Maduro sair perdedor, serão realizadas novas eleições presidenciais. Mas se a consulta ficar para 2017, quem assume é o vice-presidente, ou seja, o governo continuaria o mesmo, porém com um presidente diferente. De acordo com a oposição, o ideal é uma troca completa no governo, já há 17 anos sob a linha chavista.


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