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Américas

Keiko Fujimori é favorita na disputa presidencial do Peru

media Os candidatos as presidenciais do Peru (esq-direita) Keiko Fujimori e Pedro Pablo Kuczynski em Lima, Peru, 10 de abril de 2016. REUTERS/Mariana Bazo (L) and Guadalupe Pardo/Files

O segundo turno das eleições presidenciais no Peru, no próximo domingo (5), vai decidir quem será o novo líder do país: Keiko Fujimori ou Pedro Pablo Kuczynski. Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por crimes contra a humanidade e corrupção. Kuczynski é ex-ministro das Minas e Energia. O país está cada vez mais dividido entre os prós e os contra Fujimori. No entanto, Keiko continua como a favorita nas intensões de voto.

Filha de Alberto Fujimori, Keiko teml 41 anos. O pai dela governou o Peru de 1990 a 2000 e deixou a imagem de um líder que conseguiu dar fim aos maoístas do Sendero Luminoso, mas para isso cometeu violações graves dos direitos humanos. Ao mesmo tempo, o ex-presidente deixou a marca de ter sido um líder próximo de seu povo, que viajou o país para se aproximar da população e recuperou a economia peruana.

É exatamente esta última imagem que Keiko procura reforçar para conseguir mais votos. Durante o governo de seu pai, ela ocupava a função de primeira-dama do país. “Ela soube manter a distância de seu pai fazendo uso de dois princípios”, explica Fernando Tuesta, professor de ciências políticas na Universidade Católica do Peru. “Primeiro, dizendo que os filhos não devem pagar pelos erros dos pais, que ela era a primeira-dama na época do governo de Fujimori independentemente de sua vontade e que era muito jovem. Depois, ela tentou se distanciar do fujimorismo ortodoxo dos anos 90. E ela fez campanha por quase cinco anos, criou um partido e fez tudo isso de maneira bastante profissional”, explica.

O partido Fuerza Popular, criado por Keiko Fujimori, “é o único partido organizado do Peru”, afirma Olivier Dabène, professor da Sciences Po, fundador e presidente do observatório político da América Latina e Caribe. De acordo com Tuesta, Keiko tem mais chances de vencer as eleições no próximo domingo. Para ele, isso se dá porque ela soube mobilizar os peruanos através de projetos concretos relativos ao quotidiano, como a luta contra a violência e a pobreza.

Falta de carisma

Liberal e de direita, Kuczynski foi ministro das Minas e Energia e depois ministro da Economia do ex-presidente Alejandro Toledo. As bases de sua campanha foram promessas para o desenvolvimento do Peru e a luta contra a delinquência. No entanto, ele quase não percorreu o país e é reconhecido pela falta de carisma. Aos 77 anos, o líder do partido Peruanos por el Cambio se encontra na segunda colocação da disputa presidencial depois de ter conseguido deixar para trás, no primeiro turno, o economista Julio Guzmán, que até então ocupava o segundo lugar nas pesquisas de voto.

Kuczynsk tenta um pouco tardiamente emplacar uma imagem que transmita segurança para atrair os indecisos, procurando explorar o autoritarismo de Keiko Fujimori. A intenção é tentar atrair os simpatizantes da esquerda, ligados ao partido Frente Amplio, e que no primeiro turno foram representados por Verónika Mendoza, e assim conseguir a vitoria no domingo.

Durante o último debate televisivo contra Fujimori, no domingo passado (29), Kuczynsk bateu na tecla de que membros do partido de sua opositora estão sob investigação da agência antidrogas americana (DEA, na sigla em inglês) por lavagem de dinheiro e corrupção, num país que se tornou um dos principais produtores de cocaína. “Eu lanço um apelo a todos os peruanos, independente de suas convicções políticas, para que defendam a liberdade e barrem, fazendo uso da cédula de voto, o retorno da ditadura, da corrupção e da mentira”, disse. Na quarta-feira, Kuczynsk reforçou : “Nós não queremos ouvir falar de um narco-estado”.

Keiko Fujimori repudiou as acusações de seu adversário. “Eu rejeito categoricamente as afirmações do senhor Kuczynsk, de que o Fuerza Popular estaria ligado ao tráfico de drogas. Eu estou pronta para construir o nosso futuro juntamente com os trabalhadores deste país e pelos próximos cinco anos, para colocar em prática soluções técnicas para resolver os problemas sociais”, disse.

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