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Américas

Brasileiro relata como escapou ao incêndio no Canadá

media O incêndio em Fort McMurray já é considerado o maior desastre natural da história do Canadá. Chris Schwarz/Government of Alberta/Handout via REUTERS

O paulistano César Sampaio, 48 anos, radicado no Canadá há mais de duas décadas, é um dos sobreviventes do gigantesco incêndio que atingiu a região petrolífera de Fort McMurray, em Alberta, no noroeste do país. Morador do local desde 2014, César contou que os habitantes tiveram cerca de meia hora para recuperar seus pertences durante o processo de evacuação.

“Saímos organizadamente, os bombeiros vieram aos bairros para avisar, tocaram a campainha na casa das pessoas e deram 30 minutos para que pudéssemos recuperar os objetos mais importantes, animais, documentos, mudas de roupa, água, comida”, afirmou o brasileiro em depoimento à agência Lusa. “No meu caso, não tive esta opção de recuperar nada em casa, pois estava no trabalho e ainda não sei se a casa onde vivo foi atingida pelo incêndio ou não. Estou com a mesma roupa há três dias e hoje ganhei uma escova de dente, nunca havia dado tanto valor a uma escova de dente”, relatou, com alívio.

Segundo César Sampaio, que é motorista de ônibus em Fort McMurray, o fogo parecia controlado mas se tornou imprevisível com a mudança na direção do vento. O incêndio na província de Alberta, no noroeste do Canadá, já obrigou 90 mil pessoas a saírem das suas casas e consumiu mais de 85 mil hectares de floresta desde a noite de domingo.

“O que aconteceu aqui em Fort McMurray é que tudo foi muito rápido. O fogo estava controlado, mas de repente mudou o vento. Há aquele sentimento de perda, de desolação, ninguém esperava que fosse ser um fogo tão grande”, explicou Pimenta, que se encontra atualmente a 100 quilômetros ao norte da cidade, em Mackay River Lodge, nas instalações de uma companhia petrolífera.

Solidariedade

"Há pessoas que desejam ceder gasolina gratuitamente e algumas outras que começam a disponibilizar quartos para acolheram moradores que perderam suas casas no incêndio", concluiu César Pimenta. Na quinta-feira (5), à noite, a primeira-ministra de Alberta, Rachel Notley, alertou os residentes de Fort McMurray sobre a possibilidade de levar dias até que eles possam finalmente "voltar às suas casas".

O incêndio, que já é considerado o maior desastre natural da história do Canadá, ainda foge ao controle dos mais de 1.100 bombeiros, 145 helicópteros e 22 aviões-cisterna que tentam combatê-lo. Mais de duas mil casas foram destruídas pelas chamas. A reconstrução da cidade deverá ter um custo de nove mil milhões de dólares canadenses (cerca de seis mil milhões de euros), um valor que equivale ao orçamento anual da província de Nova Escócia (leste do Canadá).

(Com informações da agência Lusa)

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