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Américas

Para Trump, política externa se resume a defender interesses dos EUA

media Donald Trump fez, pela primeira vez, um discurso voltado para seu programa de política externa caso seja eleito. REUTERS/Kevin Lamarque

O pré-candidato republicano Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (27) que o lema central de sua política externa, caso seja eleito para a Casa Branca, será colocar os interesses dos Estados Unidos à frente de qualquer outra consideração. O bilionário também criticou a forma como os assuntos internacionais são tratados atualmente.

"Minha política externa colocará sempre os interesses americanos e a segurança americana na frente de qualquer outra coisa. 'Os Estados Unidos primeiro' será o tema principal da minha administração", afirmou Trump durante um discurso em Washington. Este foi seu primeiro pronunciamento exclusivamente dedicado a apresentar sua visão e doutrina sobre o papel dos norte-americanos no mundo.

Na visão do polêmico pré-candidato, os Estados Unidos têm, hoje, uma política externa "caótica" e "previsível", e que pretende intervir em diversos lugares do mundo sem que seus aliados ajudem com os custos. Em seu governo, afirmou, o país voltará "a ter uma política externa coerente, baseada nos interesses americanos" e afastada do "negócio de reconstruir países para se concentrar em criar estabilidade no mundo". Para o magnata, Washington precisa de uma política externa que substitua "improvisação por propósito; ideologia por estratégia; e caos por paz".

Compartilhar custos de segurança

O magnata também defende que os aliados estratégicos dos Estados Unidos devem aumentar sua participação nos custos relacionados com a segurança, em especial os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo ele, "apenas quatro dos 28 países-membros do grupo, além dos Estados Unidos, cumprem o gasto mínimo requerido de 2% do PIB na Defesa. E nós gastamos trilhões de dólares em aviões, mísseis, navios e equipamentos para proporcionar uma forte defesa à Europa e à Ásia", afirmou.

Por isso, alertou Trump, no caso desses aliados não cumprirem os compromissos de assumir sua parte dos custos, "os Estados Unidos têm de estar preparados para deixar que esses países se defendam por si mesmos”. Além disso, o milionário já prevê promover um debate sobre como "atualizar a obsoleta missão e estrutura da Otan, nascida da Guerra Fria", para adaptá-la aos desafios da atualidade.

No entanto, Trump afirmou que deter o extremismo religioso deve ser uma prioridade de seu governo. "Conter a expansão do Islã radical é um dos maiores objetivos da política externa dos Estados Unidos e do mundo", declarou. "Devemos trabalhar juntos com qualquer nação ameaçada pelo crescimento do Islã radical. Mas tem de ser uma via de mão dupla, tem de ser bom para nós. Não pode ser um caminho de mão única. Agora será um caminho de ida e de volta", destacou.

Em relação ao grupo Estado Islâmico (EI), Trump disse ter "apenas uma mensagem: seus dias estão contados".

Reforço militar

Para o pré-candidato, será necessário reverter o que ele chamou de "esvaziamento" das Forças Armadas, para dar suporte à presença americana no exterior. "Nossa força militar foi esvaziada e, em contrapartida, estamos pedindo aos nossos generais e líderes militares que se preocupem com o aquecimento global", criticou. Segundo ele, o domínio militar americano "deve ser inquestionável, mas buscaremos gastar nosso dinheiro de maneira mais inteligente", completou.

Após declarar que vai construir um muro na fronteira com o México e que vai bloquear o acesso dos imigrantes muçulmanos ao país, Trump afirmou hoje que "temos de deixar de importar extremismo mediante políticas migratórias que não têm sentido. Não temos ideia de onde essas pessoas vêm".

A América Latina não foi sequer mencionada no discurso sobre sua política externa, salvo quando ironizou o presidente Barack Obama no momento de sua aterrissagem em Cuba. "Não tinha ninguém, nem um líder, para recebê-lo. Isso se chama falta de respeito. De fato, nenhum respeito", insistiu.

(Com informações da AFP)

 

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