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Vitoriosos em Nova York, Hillary e Trump agora buscam unir seus partidos

Vitoriosos em Nova York, Hillary e Trump agora buscam unir seus partidos
 
Hillary Clinton celebra vitória nas primárias de Nova York. REUTERS/Adrees Latif

Duas vitórias maiúsculas na noite de terça-feira (19), em Nova York, deram aos já favoritos Hillary Clinton e Donald Trump a quase certeza de suas indicações, respectivamente, pelos partidos Democrata e Republicano, à sucessão de Barack Obama.

Com cerca de 60% dos votos, o bilionário ultraconservador e a ex-primeira-dama e Secretária de Estado só não se enfrentarão nas eleições gerais em novembro se houver uma hecatombe política.

Eduardo Graça, correspondente da RFI Brasil em Nova York

É quase impossível para os senadores Bernie Sanders, do lado democrata, e Ted Cruz, entre os republicanos, reverter a vantagem em delegados abertas por Hillary e Trump depois das vitórias consagradoras em Nova York. O outro candidato republicano, o governador John Kasich, sequer tem seu nome identificado pelos eleitores de seu partido. Não por acaso os dois discursos de vitória ontem já foram centrados na necessidade da pacificação e união das legendas e em torno de temas de interesse nacional, para além da militância partidária.

Trump teve 60% dos votos , Hillary 57%, e os próximos estados a votar, em mais uma super terça-feira, na semana que vem, têm perfil similar ao do chamado Empire State: Connecticut, com uma comunidade brasileira de peso, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island, e onde tanto Hillary quanto Trump aparecem disparados à frente nas pesquisas.

Mas para além das semelhanças, ainda há particularidades nas disputas e o cenário é mais complexo entre os republicanos. Por isso Donald Trump celebrou a vitória consagradora ontem com uma retórica bem menos provocadora, pela primeira vez não ofendeu nenhum grupo específico ou adversários diretos, conseguiu elogiar até Bernie Sanders e bateu na tecla de que não vai aceitar ser preterido na convenção republicana depois de abrir milhões de votos de vantagem sobre Cruz e Kasich.

Os problemas para Trump, no entanto, são dois. O primeiro é que ele não deve conseguir 51% dos delegados para entrar na convenção com a fatura liquidada. E o segundo pode-se ver com clareza no resultado das pesquisas de boca de urna em Nova York, em que apenas 15% dos republicanos acredita que o bilionário possa vencer a disputa em novembro.

Ou seja, trata-se de um voto de protesto, que pode, na visão dos caciques republicanos, acabar comprometendo o partido em disputas regionais importantíssimas, especialmente as que determinarão o controle do Senado. Um senado de maioria democrata significa a aprovação de juízes da Suprema Corte mais liberais. E as raposas políticas republicanas, de olho em 2017, ameaçam Trump com manobras de bastidores que podem levar ao apoio de um candidato-surpresa de consenso na convenção.

Briga republicana

É uma movimentação muito perigosa, e não ajuda o fato de o segundo mais bem votado, Ted Cruz, ser tão mais à direita do que a média do partido. É uma matemática complicada para a direita: se ficarem com Trump, o partido pode sair ferido de morte em novembro. Mas se asfixiarem sua candidatura à força ele pode sair como candidato independente e dar a vitória nas mãos do candidato democrata.

Esta parece ser uma eleição presidencial caindo nas mãos de Hillary Clinton. Quando apareceu ao lado do marido, o ex-presidente Bill Clinton, e da filha Chelsea, Hillary não conseguia esconder sua satisfação. A ex-secretária de Estado fez um apelo pela unidade do partido, elogiou os eleitores de Bernie (“temos mais em comum do que diferimos uns dos outros”) e disse que vencer em Nova York “foi pessoal”.
Depois de sete derrotas para Bernie, um candidato inegavelmente a sua esquerda, ela falou da importância das políticas progressistas nos EUA, de Eleanor Roosevelt a Barack Obama, afirmando ter certeza de que a vitória está agora muito próxima.

Hillary emocionada

Pela primeira vez, Hillary parece ter de fato se emocionado nestas eleições. Ela ficou com os olhos cheios d’água ao tratar da epidemia das mortes em incidentes com armas de fogo nos EUA e disse ser injusta a maneira como a mídia rotulou sua campanha, vista como sem empolgação em relação à de Bernie. E mais: naquele que foi provavelmente seu melhor discurso este ano, ela frisou que é a única das candidatas nos dois lados da disputa a ter recebido mais de 10 milhões de votos nas primárias.

Hillary também disse que os imigrantes não-documentados, em seu governo, não irão viver sob a sombra da deportação. Para se ter uma ideia na diferença de mensagem das duas campanhas aparentemente destinadas a se enfrentarem em novembro, ontem Trump disse que, se vencer as eleições, os veteranos de guerra americanos “voltarão a receber um tratamento melhor do que os que entraram ilegalmente no nosso país”.

Hillary classificou as propostas do rival de antiamericanas, subindo o tom da disputa com Trump. E ela disse também que vê a diversidade dos EUA como uma das principais forças do país e não, como prega Trump, uma vulnerabilidade. A batalha principal na corrida para a Casa Branca parece ter finalmente começado.


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