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Américas

Peruanos elegem novo presidente

media Keiko Fujimori, Pedro Pablo Kuczynski e Veronika Mendoza, os três favoritos para passar ao segundo turno nas eleições presidenciais do Peru. Reuters

Mais de 22 milhões de peruanos vão às urnas neste domingo (10) para eleger o próximo presidente da República, 130 membros do poder legislativo e cinco representantes no Parlamento Andino. Dos 19 candidatos inscritos inicialmente na campanha, dez ainda estão na disputa.

A favorita nas pesquisas eleitorais é Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, atualmente preso, que pode ser a primeira mulher a dirigir o Peru. Nove aspirantes, dois deles com bom desempenho nas pesquisas, tiveram que abandonar a disputa por causa das exigências da nova legislação que visa combater a corrupção e a compra de votos.

A jovem Verónika Mendoza, de 35 anos, da esquerdista Frente Ampla, e o economista Pedro Pablo Kuczynski, do Peruanos por el Kambio (centro), que aparecem em segundo lugar com um empate técnico de 15%, despontam como possíveis candidatos no segundo turno. Mendoza, educada na França, é um rosto novo e representa uma proposta econômica alternativa, uma novidade em um país que, nos últimos anos, priorizou a economia de mercado.

Mas para se ter uma ideia da confusão e incertezas, as 20 milhões de cédulas de votação, impressas em meados de março, trazem o nome de 14 candidatos que ainda brigavam as presidenciais no momento da impressão.

A véspera da votação foi marcada por incidentes de violência. Três soldados e um civil foram mortos em uma emboscada de militantes maoístas remanescentes do grupo Sendero Luminoso, em uma área de floresta, no centro do país. Ao todo, sete pessoas ficaram feridas em dois ataques da guerrilha.

Eleições no Peru costumam trazer surpresas

Existe algo que a história indica como certo nas eleições presidenciais peruanas: nenhum candidato, por mais favorito que possa estar nas pesquisas, tem a garantia de chegar à presidência.

Um exemplo é a derrota do escritor e Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, que nas eleições de 1990 era o grande favorito e foi derrotado no segundo turno por Alberto Fujimori. O então desconhecido agrônomo de origem japonesa venceu com mais de 62% dos votos graças ao apoio das camadas mais pobres e das zonas rurais.

Keiko Fujimori lidera pesquisas desde o início da campanha

Nessas presidenciais de 2016, Keiko Fujimori, do partido conservador Força Popular, lidera as pesquisas desde o início da campanha, apesar de herança controvertida do pai. Ela tem 35% das intenções de voto, o que lhe garantiria avançar ao segundo turno em 5 de junho.

A candidata não nega o legado do pai, mas tenta assumir uma postura moderna, democrata e independente. No entanto, a imagem populista e autoritária do pai, que, aos 77 anos, cumpre uma pena de 25 anos por corrupção e crimes contra a humanidade, causa repulsa em parte da sociedade peruana.

Durante seu último comício, Keiko prometeu aplicar um ambicioso plano de segurança para acabar com a delinquência, apontada como a principal preocupação dos peruanos. A política penitenciária anunciada, com prisões construídas a mais de 4 mil metros de altitude, lembra a implantada por seu pai para isolar os guerrilheiros.

Economia do Peru está melhor que a dos vizinhos

Com uma taxa de crescimento médio anual de mais de 6% entre 2006 e 2013, o Peru se converteu em uma das economias mais fortes da regiã e é elogiado por organismos financeiros internacionais. O país, rico em recursos minerais, está entre os cinco maiores produtores mundiais de ouro, prata, cobre, zinco, estanho e chumbo.

Com o fim da bonança das commodities, sua economia desacelerou e, em 2014, registrou um crescimento de apenas 2,4%, devido às quedas na mineração e pesca, outro setor-chave. Mas um bom cenário para suas exportações não tradicionais, as receitas de novos projetos de mineração e uma boa temporada pesqueira permitiram superar as expectativas e anotar uma expansão de 3,26% em 2015, um cenário muito melhor que muitos de seus vizinhos.

Apesar dessa trajetória de crescimento, 22,7% da população ainda vive na pobreza, segundo dados de 2014.

Guerrilha peruana está enfraquecida

A guerrilha maoísta do Sendero Luminoso (SL) e guevarista do Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) atuaram no Peru entre 1980 e 2000. Na queda de braço dos guerrilheiros contra o Estado, 70.000 pessoas morreram ou desapareceram.

Alberto Fujimori, filho de imigrantes japoneses, governou o país entre 1990 e 2000. Ele dizimou as guerrilhas e seu governo foi marcado por má gestão, compra de políticos e meios de comunicação. Ele teve de renunciar e foi o primeiro presidente peruano condenado por corrupção e crimes contra a humanidade, por ter autorizado a atuação de esquadrões da morte.

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