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Sanders e Cruz vencem primárias do Wisconsin e embolam disputa à Casa Branca

Sanders e Cruz vencem primárias do Wisconsin e embolam disputa à Casa Branca
 
Bernie Sanders comemora a vitória na primária do Wisconsin REUTERS/Mark Kauzlarich

A campanha presidencial mais disputada das últimas décadas nos Estados Unidos embolou mais uma vez. Os senadores Ted Cruz e Bernie Sanders venceram com folga na terça-feira (5) a primária do Wisconsin e complicaram o caminho de Donald Trump e de Hillary Clinton rumo à Casa Branca. Ted Cruz conseguiu quase metade dos votos dos republicanos, abrindo uma vantagem de mais de 13% em relação a Trump. E Sanders teve quase 60% dos votos entre os democratas.

Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

A situação ficou mesmo mais complicadas para Hillary e Trump. Sanders venceu na terça-feira seu sexto estado seguido e afirmou, em discurso para lá de animado, estar embalado para superar Hillary Clinton nas próximas batalhas, inclusive em Nova York, estado recheado de delegados, no próximo dia 19.

Hillary foi senadora por Nova York, mas Sanders, que fez toda sua carreira política no pequenino Vermont, nasceu no Brooklyn e tem eventos marcados na maior metrópole do país todos os dias a partir desta quarta-feira (6), mostrando o quão crucial é para ele vencer no chamado Empire State. É que ele ainda precisa provar para a cúpula do partido que pode derrotar Hillary em estados cuja maioria étnica não é caucasiana.

Trump necessita 70% dos delegados

Entre os republicanos, o senador Ted Cruz deu um passo decisivo. É praticamente impossível para Trump conseguir confirmar a indicação à presidência antes da Convenção neste verão no Hemisfério Norte.

Para tanto, ele precisaria conseguir 70% dos delegados de todos os próximos estados, e a média dele tem sido pouco mais de 30%. A vitória de Cruz em Wisconsin foi sonora: ele venceu não apenas entre seu eleitorado fiel - ultraconservadores e religiosos - mas em todos os grupos, no que chamou de ‘aliança anti-Trump’.

Não por acaso, ele terminou o discurso de vitória ontem dizendo que o Partido Republicano tem agora, de fato, “uma escolha de verdade” a fazer.

John Kasich não quer abandonar a disputa

Há ainda um terceiro candidato republicano, mais próximo dos cardeais do partido do que Trump, o governador de Ohio, John Kasich, que foi muito mal em Wisconsin, com 14% dos votos, e tanto Trump quanto Cruz seguem pedindo para que ele renuncie.

Mas o mais moderado dos três republicanos está apostando em uma convenção disputada voto a voto, em que ele possa prevalecer como segunda opção dos delegados de Trump e de Cruz. Como nunca se viu uma eleição tão confusa entre os republicanos, e as regras das primárias são bizantinas, essa possibilidade não pode ser descartada.

Números altíssimos de rejeição a Trump e Hillary

O dado mais significativo foi da primária do Wisconsin foi escancarar os números altíssimos de rejeição tanto a Hillary quanto a Trump. Os dois líderes não conseguiram empolgar os eleitores - tanto os liberais quanto os conservadores. Ao mesmo tempo, revelou as divisões mais profundas ainda do que se esperava dentro dos dois partidos.

Os republicanos podem ter se unido muito tardiamente em torno de Ted Cruz, um congressista detestado por seus pares em Washington, contra o mal maior Donald Trump. E os democratas caíram em si de que o tamanho do fenômeno Bernie Sanders parece ser muito maior do que se imaginava.

Agora é ficar de olho nos próximos capítulos das primárias, com o cáucus democrata de Wyoming, um estado republicano dos pés à cabeça, no sábado, e as primárias republicana e democrata no dia 19 de abril.


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