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Américas

A cinco dias das eleições, peruanos protestam contra candidatura de Keiko Fujimori

media Manifestantes temem que, como presidente, Keiko Fujimori dê continuidade ao governo de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori. REUTERS/Guadalupe Pardo

Faltando apenas cinco dias para as eleições presidenciais no Peru, a acirrada campanha eleitoral tem nesta terça-feira (5) uma tensão a mais: uma passeata contra a candidata Keiko Fujimori, convocada para o mesmo dia em que o golpe de Estado dado por seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, completa 24 anos. A candidata, no entanto, segue liderando as pesquisas de intenção de voto.

A manifestação foi organizada por diversos grupos, através das redes sociais. Os organizadores esperam reunir ao menos 20 mil manifestantes na praça San Martín de Lima na noite desta terça-feira. A expectativa é de realizar um dos maiores protestos desde que a campanha eleitoral teve início, em janeiro.

"Convocamos as pessoas a se somarem de maneira pacífica à marcha e a virem com as mãos pintadas de branco" em rejeição à corrupção, disse Carlos Salázar, representante dos diversos coletivos organizadores.

Manifestantes temem que candidata dê continuidade ao governo do pai

O objetivo dos organizadores é denunciar o retrocesso que o país pode sofrer caso Keiko Fujimori seja eleita. Os manifestantes temem que, como presidente, ela dê continuidade ao governo de Alberto Fujimori.

O ex-presidente promoveu um golpe em 1992 com a ajuda dos militares depois de ser eleito, fechando o Congresso e tomando o controle das instituições do Estado. Ele governou o país até 2000 e hoje, aos 77 anos, cumpre pena por corrupção e crimes contra a humanidade, devido a assassinatos durante seu governo.

Keiko Fujimori não critica as manifestações, mas pediu que a mobilização seja realizada de forma pacífica. "Eles [os opositores] têm o direito de se reunir. Pedimos tolerância e que evitem a violência. Também pedimos aos nossos militantes que se abstenham de ceder a qualquer provocação", declarou.

Protesto é apartidário, mas tem apoio do governo atual

A manifestação conta com o apoio do presidente Olanta Humala, um comandante na reserva do Exército que no ano 2000 liderou um levante contra Fujimrori com um punhado de soldados exigindo sua renúncia.

"Fico satisfeito em ver que milhares de jovens sairão para marchar contra a ditadura e a favor da democracia", disse Humala na noite de segunda-feira (4) em uma entrevista à Latina TV.

Apesar do apoio do presidente, Jorge Bracamonte, secretário-executivo da Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos, uma das organizações que convocaram o protesto, junto a sindicatos e ONGs, afirmou que a marcha "é uma convocação política, sem identidade partidária".

Campanha eleitoral confusa e polêmica

A nova lei de partidos, que fez com que a metade das candidaturas fossem impugnadas, e as renúncias de último minuto causaram confusão no final da semana passada no Peru. A poucos dias das eleições, os peruanos não sabiam em quais candidatos poderiam votar.

Depois da decisão do Supremo Tribunal Eleitoral de rejeitar um pedido de impugnação contra Keiko Fujimori, a candidata se manteve na disputa.

Para os especialistas, estas são as eleições mais tumultuadas desde o fim de 2000, quando Alberto Fujimori foi acusado de manipular as leis para conseguir um terceiro mandato.

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