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Américas

Sanders bate Clinton em Washington, Alasca e Havaí

media O pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em Seattle, no Estado de Washington, na sexta-feira (25). REUTERS/David Ryder

Na corrida pela Casa Branca, o senador Bernie Sanders bateu neste sábado (26) Hillary Clinton nas primárias democratas em três Estados norte-americanos: Washington, Alasca e Havaí. As vitórias do autoproclamado socialista, no entanto, não são suficientes para se igualar a sua rival, que é ainda a pré-candidata favorita entre os eleitores progressistas.

Com colaboração da correspondente da RFI em Nova York, Marie Bourreau

Os resultados surpreenderam até os mais otimistas: na última noite, o senador Bernie Sanders obteve 71% dos votos no Havaí, 76% em Washington e 79% no Alasca. As vitórias se concretizam em um momento em que muitos cientistas políticos norte-americanos apontavam um certo desânimo do pré-candidato diante do sucesso da ex-secretária de Estado. Mas Sanders mostrou que ainda tem chances de ser candidato oficial do Partido Democrata para a eleição presidencial de novembro.

Em termos de delegados, o Alasca e o Havaí não são considerados Estados tão importantes. Hillary Clinton, por exemplo, pouco investiu na campanha na região.

No entanto, a vitória em Washington é fundamental para que Sanders continue no páreo. Com 101 delegados obtidos no local, o senador consegue, desta forma, reduzir a diferença diante de Hillary Clinton, que contabiliza hoje 300 delegados.

Para vários especialistas, os resultados das primárias deste sábado são uma "meia-surpresa". Demograficamente, nesses três Estados do Oeste norte-americano, os eleitores jovens, militantes e brancos, dão preferência à Sanders. Mas o voto dos afro-americanos e das minorias é para Hillary Clinton.

Embora consciente de que a vitória do sábado não é suficiente para se igualar à ex-secretária de Estado, Sanders conseguiu dar um novo fôlego à campanha e motivar seus eleitores. Os resultados, no entanto, não vieram gratuitamente: o senador se dedicou quase exclusivamente ao Estado de Washington nas três últimas semanas.

Resta saber se ele conseguirá manter o ritmo daqui em diante, especialmente para as primárias de Nova York, onde Hillary Clinton é senadora, e nos Estados da Pensilvânia e Maryland, que seriam também mais favoráveis à ex-secretária de Estado.

Sanders atravessa uma fase difícil

O senador do Vermonte se viu em maus lençóis quando Hillary Clinton conquistou o sul dos Estados Unidos, especialmente devido à simpatia dos eleitores afro-americanos. A imprensa do país também foi extremamente criticada por apresentar uma imagem derrotada do socialista, e de pouco noticiar suas vitórias nos Estados de Idaho e Utah, na terça-feira (22).

Com os bons resultados deste sábado, Sanders lembrou a seus eleitores que a vitória ainda é possível, mas ressaltou que o apoio de seu eleitorado é essencial. "Estamos fazendo avanços significativos em relação à liderança de Clinton, e temos um caminho até a conquista", disse ontem em um discurso em Madison, no Estado de Wisconsin.

De acordo com Sanders, era previsível que sua campanha "teria momentos difíceis politicamente nos Estados do Sul do país. Trata-se de uma região muito conservadora nos Estados Unidos". Entretanto, ressaltou sua esperança "de que as coisas mudariam quando campanha rumasse aos Estados do Oeste do país".

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