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Américas

Obama pede que pré-candidatos não dividam as pessoas por etnia ou religião

media Barack Obama AFP/AFP

O presidente norte-americano, Barack Obama, entrou na conturbada campanha à Casa Branca para pedir aos candidatos que evitem o linguajar ofensivo, "que desvirtua a corrida eleitoral".

"Aqueles que estão na campanha devem se concentrar em como fazer as coisas melhor, e não em proferir insultos, brincadeiras escolares e deturpações ou dividir por etnia e religião. E, certamente, não devem se concentrar na violência entre americanos", afirmou em um evento no sábado (12) de arrecadação de fundos em Dallas, no Texas.

A declaração aconteceu um dia depois que um comício organizado pelo pré-candidato republicano favorito nas pesquisas, Donald Trump, em Chicago, foi adiado, em meio a confrontos entre seus partidários e manifestantes.

Mais cedo, nesse mesmo dia, durante um ato eleitoral em Saint Louis (Missouri), em que 32 pessoas foram presas, Trump havia se referido a episódios anteriores de violência entre seus simpatizantes e seus opositores. "Honestamente é mais divertido do que ouvir um discurso, vocês não acham?", disse.

Trump também afirmou se sentir "fortalecido" frente às duras críticas recebidas por sua retórica política.

Trump responsabiliza opositores pelas confusões

Em um encontro com seus simpatizantes no aeroporto de Dayton, em Ohio no sábado, o pré-candidato bilionário responsabilizou os manifestantes pelas confusões - muitos deles negros ou de origem hispânica. Essas pessoas teriam, de acordo com Trump, feito "um ataque planejado".

"Permitam-me lhes dizer que as milhares de pessoas convidadas que se mobilizaram não causaram qualquer problema. Foram vaiadas, perseguidas por outra gente. Gente que representa Bernie Sanders, o amigo comunista", alfinetou Trump, referindo-se ao pré-candidato democrata.

A democrata favorita na corrida, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, advertiu o magnata. "Se você brinca com fogo, vai causar um incêndio incontrolável. Isso não se chama governar. Isso é jogar a piromania política", comentou.

Trump também é criticado pelos pré-candidatos republicanos

Ele também foi criticado por seus rivais dentro do próprio partido, para quem as primárias da próxima terça-feira, 15 de março, representam uma das últimas chances de impedir que o bilionário se transforme no candidato republicano à Casa Branca.

"Donald Trump semeou a divisão e colheu os frutos esta noite, foi horrível", disse o aspirante presidencial republicano John Kasich, governador de Ohio.

O senador Ted Cruz, principal oponente de Trump, acusou o magnata de "criar um ambiente que só encoraja esse tipo de discórdia violenta".

Em 1º de fevereiro, Trump chegou a convocar seus correligionários a "confrontar" os manifestantes, prometendo arcar com suas despesas com advogados.

Desde o início de sua campanha eleitoral, o magnata do setor imobiliário recebe críticas por suas declarações e propostas sobre os imigrantes mexicanos e sobre os muçulmanos, entre outras polêmicas. Segundo seus críticos, esses pronunciamentos se tornam gatilhos para uma série de tensões.
 

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