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Américas

Macri à RFI: “Processo para relançar acordo entre Mercosul/UE pode ser assinado em 30 dias”

media Mauricio Macri recebeu os repórteres Alejo Schapire e Marc Perelman, da RFI e France24. Divulgação

O presidente argentino, Mauricio Macri, disse nesta terça-feira (23), em entrevista exclusiva à RFI em Buenos Aires, que espera ver o processo que relançará o comercial entre Mercosul e União Europeia assinado nos próximos 30 dias. Macri pretende debater os termos do tratado, que é negociado há mais de 15 anos, durante a visita do presidente francês, François Hollande, à Argentina, nesta semana.

A visita de Hollande será a primeira de um líder francês ao país sul-americano em 19 anos – assim como a visita do premiê Matteo Renzi, na semana passada, foi a primeira de um italiano em 18 anos.

Na entrevista aos enviados especiais da RFI e do canal France24 a Buenos Aires, Macri ainda ressaltou o anúncio da visita de Barack Obama – por sua vez a primeira de um chefe de Estado norte-americano em 26 anos – como um sinal de reabertura da Argentina ao mundo. “É uma nova época da relação da Argentina com o mundo. Tomamos a decisão de ir pelo caminho do diálogo internamente e externamente”, disse Macri.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, o líder argentino disse que a bola está do lado francês: “Depende fundamentalmente da França, porque o capítulo que sempre travou o acordo foi o agrícola. Depende muito do presidente Hollande. Espero que, em sua visita, ele dê início a um processo que vai levar muitos anos, mas que ainda não começou. O desafio é que comece.” Perguntado quando espera, de maneira realista, que o tratado seja firmado, foi claro: “nos próximos 30 dias”.

Dos Estados Unidos, Macri disse esperar uma estreita colaboração na luta contra o narcotráfico, e acusou os governos anteriores, de Cristina e Nestor Kirchner, de ter sido “cúmplice” dos traficantes de droga durante seus 12 anos de gestão.

Maradona e Messi

Mostrando destreza para responder às perguntas de forma sucinta, Macri não se comprometeu em questões espinhosas. Disse que a prisão da ativista Milagro Sala diz respeito ao poder judiciário da província de Jujuy, onde é processada. A oposição acusa Macri de perseguição a líderes políticos identificados com o governo anterior, como Sala, detida no dia 16 de janeiro.

Já sobre o caso do Nisman, o líder argentino espera "que a Justiça investigue com liberdade" e recusou-se a dar um palpite sobre a misteriosa morte do procurador, que denunciou a presidente Cristina Kirchner de ter encoberto criminosamente a participação do Irã num atentado terrorista em Buenos Aires.

O presidente argentino foi categórico em apenas duas questões: a Venezuela – “Direitos humanos estão sendo violados e não vamos nos fazer de distraídos diante do que está acontecendo” – e o futebol: “Prefiro Maradona para disputar uma final, mas Messi para jogar todos os domingos”, concluiu, com bom humor.

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