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Américas

Papa pede perdão por exclusão de indígenas no México

media Missa do papa Francisco no Chiapas foi rezada em idiomas indígenas. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O papa Francisco lamentou nesta segunda-feira (15) a exclusão sofrida pelas populações indígenas no México. Durante sua passagem pelo Chiapas, o estado menos católico do país, o sumo pontífice lançou um apelo para que a sociedade peça perdão pelas condições de vida impostas aos índios.

"Muitas vezes, de maneira sistemática e estrutural, os vossos povos (indígenas) foram alvo de incompreensão e excluídos da sociedade. Alguns consideraram inferiores seus valores, cultura e tradições, (...) e isso é muito triste. O que nos faria bem, a todos nós, seria um exame de consciência e aprender a pedir perdão", declarou o pontífice.

Além do apelo em favor dos indígenas, Francisco citou a questão do meio ambiente no terceiro dia de sua visita ao México. "O desafio ambiental que vivemos e suas raízes humanas nos afetam e nos interpelam. Não podemos mais nos fazer de surdos frente a uma das maiores crises ambientais da História", ressaltou o chefe da Igreja Católica durante a missa campal, realizada em meio às montanhas do Chiapas. "A violência que há no coração humano, ferido pelo pecado, também se manifesta nos sintomas de doenças que vemos no solo", acrescentou o pontífice.

Uso de idiomas indígenas

A missa foi celebrada em um centro esportivo de San Cristóbal de las Casas, diante de diversos grupos étnicos. Pela primeira vez desde o início da viagem do papa, o uso de idiomas indígenas locais foi autorizado nas cerimônias católicas. As leituras e os cantos do culto foram feitos em línguas chol, tzotzil e tzeltal.

O dia foi marcado por um momento de grande emoção, quando um padre indígena chorou ao rezar pelo sumo pontífice em língua tzotzil. "Queremos escutar a Deus e falar com ele em nosso próprio idioma", agradeceu um representante indígena.

Chiapas, na fronteira com a Guatemala, é porta de entrada da América Central e do Sul para um fluxo em massa de migrantes que viajam clandestinamente com a esperança de chegar aos Estados Unidos. No domingo, Francisco pediu aos mexicanos que façam de seu país uma terra de oportunidades, onde "não haja necessidade de emigrar para sonhar" e onde não exista o risco de cair nas mãos do que chamou de "traficantes da morte".

(Com informações da AFP)

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