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Américas

Risco de nova fuga de "El Chapo" pode ajudar extradição para os EUA

media Joaquín "El Chapo" Guzman, escoltado por militares durante sua prisão. REUTERS

Depois da captura do narcotraficante mais procurado do mundo, autoridades mexicanas confirmaram a volta de Joaquín Guzmán, conhecido como "El Chapo", à prisão de segurança máxima de onde escapou há seis meses. O receio de nova fuga do barão da droga pode facilitar sua extradição para os Estados Unidos.

Logo após ser detido, Guzmán foi filmado ainda na sexta-feira (9) de mãos algemadas na pista do aeroporto da cidade do México e cercado de dezenas de militares.

Antes de embarcar em um helicóptero do exército, a procuradora-geral Arely Gomez, em entrevista coletiva no local, confirmou que o narcotraficante voltará à prisão de segurança máxima de Altiplano, distante 90 km da capital.

Ao dar detalhes da operação que permitiu sua captura, Arely Gomez informou que o contato do traficante e de seus advogados com atores e produtores para discutir a realização de um filme autobiográfico ajudou a localizá-lo.

"El Chapo" escapou a uma primeira tentativa de prisão em outubro, quando os policiais decidiram não atirar porque ele fugia acompanhado de uma menina. Desde dezembro, os investigadores vigiavam sua residência e durante a ação de sexta-feira, cinco narcotraficantes morreram na troca de tiros com os integrantes da unidade especial da polícia mexicana. Um militar ficou ferido.

Guzmán e seu guarda-costas tentaram fugir pela rede de esgoto da cidade, mas as forças de segurança já haviam previsto essa tática, utilizada durante sua fuga perto de Culiacan, em 2014.

Extradição pode sair

Chefão do cartel de Sinaloa, Guzmán, de 58 anos, é alvo de processos em vários estados americanos: Arizona, Califórnia, Illinois, Nova York, Texas e Flórida. Após sua prisão, em fevereiro de 2014, o presidente Enrique Peña Nieto recusou sua extradição diante da promessa de julgá-lo e prendê-lo no México.

No entanto, a fuga espetacular de "El Chapo" por um túnel de 1,5 km escavado a partir de sua cela na prisão de segurança máxima de Altiplano, em julho passado, comprometeu a credibilidade do governo.

O narcotraficante já havia escapado pela primeira vez da prisão, em 2001, escondido dentro de um contêiner de roupa suja.

Especialistas ouvidos pela agência AFP indicam que a questão não é saber se o México vai extraditá-lo para os Estados Unidos, mas quando. "Não acredito que o governo mexicano irá correr o risco de uma nova fuga", afirmou Alejandro Hope, ex-integrante dos serviços de informação do país.

Antes mesmo da captura de "El Chapo", juízes já emitiram mandados de prisão com o objetivo de extraditá-lo já a partir do mês de agosto. O governo mexicano confirmou que recebeu das autoridades americanas um pedido oficial de extradição, duas semanas após o narcotraficante ter fugido da prisão.

Os advogados de Guzmán, no entanto, podem retardar o procedimento sob a alegação de que no território americano ele corre risco de ser condenado à pena de morte.

No final de setembro, o México aceitou extraditar para os Estados Unidos um grupo de 13 narcotraficantes, entre eles, Edgar Valdez Villareal, conhecido como "La Barbie", e Jorge Costilla, chamado de "El Coss", um dos chefes do cartel do Golfo.

Analistas indicam também que a prisão de "El Chapo" poderá ajudar o presidente Peña Nieto ganhar um pouco da popularidade perdida depois de uma série de escândalos, entre eles, o suposto massacre de 43 estudantes, em 2014.

 

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