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Américas

Trump é o "melhor recrutador do grupo EI", diz Hillary Clinton

media A pré-candidata democrata Hillary Clinton durante debate na noite deste sábado, dia 19 de dezembro, em Manchester, New Hampshire, Estados Unidos. REUTERS/Brian Snyder

Os três pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos participaram ontem do terceiro debate de campanha, marcado por fortes ataques ao republicano Donald Trump. Hillary Clinton, Bernie Sanders e Martin O'Malley não pouparam críticas ao discurso de discriminação e ódio contra os muçulmanos.

Para Clinton, com as mensagens antiislã propagadas candidato republicano, ele se torna o "melhor recrutador do grupo Estado Islâmico". "Precisamos assegurar que as mensagens discriminatórias que Donald Trump está difundindo ao redor do mundo não caia em 'ouvidos receptivos'. Ele está se tornando o melhor recrutador do grupo Estado Islâmico", advertiu a democrata.

Segundo a favorita nas pesquisas entre os pré-candidatos progressistas, os jihadistas estão mobilizando combatentes ao mostrar os vídeos em que Donald Trump insulta o Islã e os muçulmanos. "O que precisamos é nos unir diante das ameaças que enfrentamos. Precisamos que todos em nosso país se foquem no que aconteceu e denunciem acontecimentos suspeitos. É necessário garantir que os muçulmanos norte-americanos não sejam excluídos ou marginalizados em um momento em que também precisamos a ajuda deles", defendeu.

Para o pré-candidato Martin O'Malley, Trump não passa de "um bilionário fascista e linguarudo". Já Bernie Sanders lembrou que os Estados Unidos vivem dias tristes, depois do massacre de San Bernardino, mas que os democratas "têm muito mais a oferecer que os adversários extremistas da direita". O senador do Estado de Vermont disse que é necessário que os norte-americanos se unam contra os problemas pelos quais o país passa, não deixando os graves incidentes "dividir a população por raça ou origens".

O destino de Bashar Al-Assad

Outros assuntos debatidos foram a guerra na Síria, o combate ao grupo Estado Islâmico e o destino do presidente sírio Bashar Al-Assad. De acordo com o correspondente da RFI em Washington, Jean-Louis Pourtet, há claras diferenças entre os pré-candidatos sobre a questão.

Enquanto Hillary Clinton acredita que não será possível destruir a organização Estado Islâmico sem destituir o presidente sírio, Bernie Sanders tem uma opinião contrária: "Acho que o mais importante na Síria agora é acabar com o grupo jihadista. Depois, livrar-se de Al-Assad vem em segundo lugar", declarou.

A ex-secretária de Estado norte-americana também defendeu que, se for eleita, não pretende enviar tropas terrestres para combater os radicais. "Acredito que seria um erro estratégico dos Estados unidos mandar soldados por terra, porque é exatamente isso que deseja o grupo EI. Eles querem que os soldados norte-americanos se confrontem contra eles, tornando-os alvos e mais um pretexto para recrutar combatentes", reiterou.

Controle de armas animou o debate

Tentando se destacar entre os dois principais pré-candidatos democratas, Martin O'Malley criticou a atitude de Hillary Clinton sobre o controle de armas nos Estados Unidos. O ex-governador do Estados de Maryland acusou a rival de ter mudado de opinião sobre a questão depois do massacre de San Bernardino e de acreditar que uma lei nacional sobre o controle de armas não é necessária.

De acordo com Martin O'Malley, o grupo Estado Islâmico pediu que partidários adquiram armas e promovam matanças. Para ele, a falta de propostas de Hillary Clinton e Bernie Sanders incentiva que mais ataques possam ser realizados por extremistas no país.

Mas os dois principais pré-candidatos democratas se defenderam dizendo que sempre acreditaram na necessidade do controle da aquisição de armas. Bernie Sanders disse que chegou a perder uma eleição no Estado do Vermont por defender a ideia.

"Que a força esteja com vocês"

Em um debate animado e mais civilizado do que os encontros republicanos, os rivais chegaram a trocar cortesias. Bernie Sanders reconheceu a falha de sua equipe de campanha que conseguiu obter dados confidenciais da ex-secretária de Estado e pediu desculpas ao vivo, atitude saudada por Hillary Clinton.

A pouco mais de 40 dias das eleições primárias do partido Democrata, ela é a pré-candidata favorita dos progressistas, com 56% das intenções de voto. Hillary Clinton, que não perdeu a compostura mesmo quando recebia críticas dos concorrentes, arrancou risadas do público ao se despedir, utilizando a famosa frase da saga Star Wars: "que a força esteja com vocês".

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