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Américas

Depois de perder honoris causa, Trump critica Escócia

media Donald Trump durante a inauguração de um campo de golfe na Escócia, em 2012 AFP

O pré-candidato republicado às eleições nos Estados Unidos Donald Trump criticou nesta quinta-feira (10) a Escócia, terra natal de sua mãe, porque teve um doutorado honoris causa retirado pela Universidade Robert Gordon (RGU) de Aberdeen. Ele também afirmou que seus investimentos no país deveriam ser motivo de gratidão.

"Os dirigentes políticos britânicos deveriam ser gratos a mim, invés de ceder ao politicamente correto", afirmou Trump, que, segundo a imprensa local, é dono de dois campos de golfe na Escócia. "Fiz muito pela Escócia, principalmente construindo o campo de golfe Trump International, que muitos consideram um dos melhores do mundo. Além disso, fiz um importante investimento na renovação da emblemática localidade turística de Turnberry, que permitirá revitalizar esta grande região da Escócia".

Na véspera, a RGU anunciou a retirada do título de Doutor Honoris Causa atribuído a Trump em reação à proposta do candidato de fechar as fronteiras dos Estados Unidos aos muçulmanos e afins. "Durante a atual campanha eleitoral americana, o senhor Trump fez uma série de declarações que são totalmente contrárias aos valores da universidade", afirmou a instituição em um comunicado. "Como resultado, a universidade decidiu revogar seu título honorário."

Pouco antes do anúncio dessa universidade, o governo regional escocês disse que retiraria seu título honorário de embaixador comercial da Escócia. "Suas declarações mostram que ele não está apto" a esse título, justificou uma porta-voz do Executivo escocês. Essas medidas se somam à longa lista de repercussões adversas às opiniões intolerantes do pré-candidato.

Abaixo-assinado contra Trump no Reino Unido

Um manifesto publicado nesta semana na internet já reuniu mais de 230.000 assinaturas pedindo que Donald Trump seja proibido de entrar no Reino Unido. Em poucas horas, a proposta passou de 100.000 para 230.000 assinaturas. Quando se ultrapassa o mínimo de 100.000 signatários, o Parlamento deve considerar o debate sobre a proposta.

"O Reino Unido proibiu a entrada de muitos indivíduos por incitação ao ódio", podera o texto dirigido ao Parlamento. "Se o Reino Unido vai continuar aplicando o critério de 'conduta inaceitável' aos que quiserem entrar no país, ele deve ser aplicado com justiça tanto aos ricos quanto aos pobres, aos fracos e aos poderosos", conclui o abaixo-assinado intitulado "Proíbam a entrada de Donald Trump no Reino Unido".

O bilionário justificou sua proposta, citando como exemplo os atentados de Paris em 13 de novembro e a situação em Londres. "Paris já não é o que era. Há partes de Paris que estão radicalizadas, às quais a polícia se recusa a ir. Há regiões de Londres e outros lugares, onde policiais temem por sua vidas", insistiu. Essas declarações e seu plano de impedir a entrada de muçulmanos deflagraram uma onda global de repúdio.
 

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