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Américas

Comunidade internacional critica declaração de Trump sobre muçulmanos

media Donald Trump cria polêmica em praticamente todos seus discursos.

As declarações de Donald Trump, que sugeriu a proibição da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos, suscitou críticas ferozes da comunidade internacional nesta terça-feira (8). Chefes de Estado e de governo, além de líderes religiosos e representantes de organismos multilaterais condenaram a posição do candidato, que lidera a corrida republicana para as eleições presidenciais de 2016.

A França reagiu com indignação nesta terça-feira (8) às declarações do candidato norte-americano. “Trump, como outros, alimenta o ódio e os preconceitos. Nosso único inimigo é o islamismo radical”, insistiu o primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Fato raro, a crítica do chefe do governo sobre a política de um outro país é feita em pleno contexto delicado na França, quando a extrema-direita ganha força no território francês e pode sair vitoriosa no segundo turno das eleições regionais no próximo domingo, graças e um discurso com um viés anti-imigrantes.

O premiê britânico David Cameron também reagiu às declarações de Trump. Segundo um porta-voz do chefe de governo do Reino Unido, o norte-americano está “semeando a discórdia.”

Nos Estados Unidos, além de seus opositores, o republicano foi criticado pelas autoridades religiosas. Para Nihad Awad, diretor do Conselho de relações americano-islâmicas, as declarações do candidato são “escandalosas”. Principalmente “vindo de alguém que pretende assumir funções de alto escalão nesse país. Donald Trump fala mais como um chefe de bando de linchadores do que como o chefe de uma grande nação como a nossa”, disse Awad.

Já para Dar al-Iftaa, a principal autoridade religiosa do Egito, a posição de Trump é “extremista e racista” e “esta visão hostil ao Islã e aos muçulmanos vai aumentar as tensões na sociedade norte-americana”

Melissa Fleming, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), também disse estar “preocupada com a retórica utilizada na campanha eleitoral” nos Estados Unidos. A representante da ONU teme que as declarações tenham impacto no programa de inserção do ACNUR no território americano, “que inclui refugiados sírios”.

Republicano é contra pessoas que “só pensam na jihad”

A polêmica começou quando Donald Trump pediu, abertamente, por meio de um comunicado, “a suspensão total e completa da entrada de muçulmanos nos Estados Unidos até que os legisladores do nosso país compreendam o que está ocorrendo”.

A proposta não detalha se estão incluídos os muçulmanos americanos. Contudo, ao citar uma pesquisa realizada entre muçulmanos que vivem nos Estados Unidos, Trump afirmou que muitos deles sentem "ódio" por todos os americanos.

"Devemos determinar de onde vem este ódio e por que. Até que sejamos capazes de estabelecer e de compreender este problema e a ameaça que representa, nosso país não pode ser vítima de ataques hostis por parte de pessoas que só acreditam na jihad e não têm respeito algum pela vida humana", declarou o candidato no comunicado.

O magnata, favorito de cerca de um a cada três republicanos para as primárias que começarão em fevereiro, tem empreendido cada vez mais contra os muçulmanos desde os atentados de Paris. Seu anúncio também motivou uma onda de reações adversas no Twitter.

 

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