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Américas

Mulher que participou de massacre nos EUA jurou lealdade ao grupo EI

media Armas utilizadas por Syed Farook, de 28 anos, e sua esposa, Tashfeen Malik, de 27 anos, no ataque de San Bernardino, na quarta-feira (2). REUTERS/San Bernardino County Sheriffs

A rede de televisão americana CNN revelou nesta sexta-feira (4) que a mulher que participou de ataque em San Bernardino, Tashfeen Malik, jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico no Facebook. Um funcionário americano de alto escalão próximo à investigação confirmou a informação.

Segundo a CNN, o FBI acredita que a mulher que promoveu com o marido o massacre que deixou 14 mortos em um centro de atendimento a pessoas com deficiência física na quarta-feira (2) prestou juramento ao líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. Uma fonte próxima à investigação e que não quis ser identificada declarou à rede de televisão que Malik utilizou uma conta com outro nome no Facebook. Os investigadores não explicaram como chegaram à conclusão de que Malik era a autora da publicação.

O jornal The New York Times desta sexta-feira publica uma entrevista com um integrante das forças de ordem norte-americana que acredita que o movimento jihadista inspirou o casal Syed Farook, de 28 anos, e sua esposa, Tashfeen Malik, de 27 anos. "Pensamos mais que eles se auto-radicalizaram do que receberam ordens do grupo para realizar o ataque", indicou a fonte.

Já o advogado de Farook continua contestando que o homem tinha ligações com os extremistas. "Ele teria dito a alguém que teria falado para outra pessoa que ele viu alguma coisa sobre o grupo Estado Islâmico. É tão vago, não tem nada concreto nisso", afirmou David Steven Chesley.

Perfil dos agressores

Os investigadores também vasculham a vida de Farook, cidadão norte-americano de origem paquistanesa. No passado, ele viajou ao país de sua família e à Arábia Saudita, onde conheceu Malik, de nacionalidade paquistanesa. Ela o acompanhou aos Estados Unidos, onde tinha um visto de residência. No entanto, as autoridades não têm quase nenhum detalhe da vida desta jovem de 27 anos.

Em contrapartida, a imprensa dos Estados Unidos revelou na quinta-feira (3) que o FBI encontrou documentos e e-mails que indicariam que o casal estava em contato com redes terroristas. Embora não tenha sido confirmado, Farook tinha contato com cinco pessoas investigadas pela polícia federal norte-americana. Um deles faria parte dos shebab da Somália e outro da Frente Al-Nusra, braço sírio da Al-Qaeda.

Investigadores não confirmam motivação terrorista

Dois dias após o ataque, os investigadores norte-americanos tentam descobrir as motivações dos dois agressores. Embora o ataque não tenha sido classificado como um ato terrorista pelo FBI, a hipótese ainda não foi excluída. Um verdadeiro arsenal de guerra foi encontrado na residência do casal.

Até o momento, há uma principal certeza: os investigadores acreditam que que Farook e Malik planejaram uma imensa chacina. Mas se o objetivo do casal era metralhar os participantes do jantar de Natal do Inland Regional Center, a polícia ainda tem dúvidas. Os investigadores se perguntam se Farook não mudou o alvo do ataque no último momento.

De acordo com a correspondente da RFI em Washington, Anne-Marie Capomaccio, o suposto agressor, que é funcionário do serviço de limpeza deste centro de atendimento a pessoas com deficiência física, participava do evento de fim de ano da instituição na quarta-feira (2). Ele discutiu com um colega e deixou o jantar extremamente irritado. Quando voltou ao local, acompanhado de sua mulher, ambos usavam máscaras, roupas militares e, segundo a jornalista, carregavam armas pesadas.

Um verdadeiro arsenal foi encontrado na residência do casal

O que mais impressionou o FBI foi o imenso arsenal encontrado tanto no carro de Farook e Malik, quanto na residência deles. Por isso, os investigadores também trabalham com a possibilidade de que os supostos agressores preparavam um outro ataque, mais violento ainda. Doze bombas artesanais, mais de 5 mil cartuchos de bala para fusil e material explosivo foram encontrados na garagem do casal.

No total, o massacre de San Bernardino deixou 14 mortos, seis mulheres e oito homens, de 26 a 60 anos, além de 21 feridos. O casal foi abatido pela polícia antes de ser identificado. No Inland Regional Center, a polícia encontrou uma bomba que não funcionou quando foi acionada.

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