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Américas

Jeb Bush cria incidente diplomático ao sugerir que franceses trabalham pouco

media O pré-candidato republicano e o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, durante debate nesta quarta-feira (28). REUTERS/Rick Wilking

O terceiro debate pelas primárias do Partido Republicano, realizado nesta quarta-feira (28) na corrida pela eleição presidencial dos Estados Unidos, teve uma forte repercussão na França. Uma declaração do ex-governador da Flórida Jeb Bush, que sugeriu que os franceses trabalham pouco, irritou o embaixador da França nos Estados Unidos, Gérard Araud. Uma "besteira bombástica", escreveu o diplomata no Twitter.

Não fosse a declaração atrapalhada de Jeb Bush no debate de ontem à noite, o confronto dos Republicanos passaria despercebido na França. A fatídica observação aconteceu quando o ex-governador da Flórida quis atacar o senador Marco Rubio, ex-protegido de Jeb Bush, reclamando de sua ausência durante votações no Congresso norte-americano.

"Marco, quando você se responsabilizou por isso [cargo de senador], você sabia que seu mandato duraria seis anos. Então, deveria aparecer no trabalho. Você acha que o Senado tem uma semana francesa de trabalho, onde você aparece para trabalhar somente três dias?", disparou.

Toda a mídia francesa fala da declaração de Jeb Bush nesta manhã. Especialmente porque ela indignou o embaixador da França nos Estados Unidos, Gérard Araud. No Twitter, Araud reagiu três vezes.

No primeiro tweet ele respondeu a uma pergunta de uma seguidora sobre a semana de trabalho na França. "Algum comentário, @GerardAraud?". Ao que o embaixador respondeu: "A semana de trabalho francesa tem em média 39,6 horas e a alemã, 39,2 horas", escreveu sugerindo que seus conterrâneos trabalham mais que os vizinhos alemães.

Logo depois, Araud escreveu: "Em qualquer país, as campanhas eleitorais oferecem a oportunidade para um monte de besteiras bombásticas. Vamos ser indulgentes". Não satisfeito, ele ainda publicou um último tweet: "Uma semana francesa de trabalho de três dias? Não, mas uma licença maternidade de 16 semanas, sim. E com orgulho!".

Reprodução/Twitter

Clima acirrado no debate

A declaração de Jeb Bush foi uma das várias polêmicas que garantiram o clima tenso durante o debate realizado ontem à noite no estado norte-americano do Colorado. Dez pré-candidatos conservadores se confrontaram durante duas horas sobre os temas economia e programas fiscais.

Os republicanos trocaram acusações e os próprios moderadores do encontro foram alvo da ira dos pré-candidatos. O senador Ted Cruz declarou que os moderadores estavam mais interessados em atacar os pré-candidatos do que abordar as "questões que preocupam os cidadãos".

Já o bilionário Donald Trump, líder nas pesquisas, chegou a repreender um jornalista pela forma como fez uma pergunta e voltou a defender seu projeto de construir uma barreira na fronteira dos Estados Unidos com o México, projeto pelo qual os mexicanos terão que financiar, segundo ele. "Vamos construir um muro e deixar as pessoas entrarem, mas elas vão entrar legalmente. E o México vai pagar por esse muro", declarou.

Democratas são alvos de críticas

O clima austero contrastou com a civilidade do único debate até o momento entre os pré-candidatos democratas. Os democratas, aliás, também foram alvo dos ataques dos republicanos, que tentaram relevar suas divergências e não pouparam seus rivais.

O senador Ted Cruz classificou o último debate dos democratas como um "uma discussão entre bolcheviques e mencheviques". Já a empresária Carly Fiorina declarou que a proposta dos democratas é de instaurar um governo socialista.

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