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Américas

ONU adota resolução contra embargo americano a Cuba, mas EUA votam contra

media Ministro cubano das Relações Exteriores Bruno Rodriguez durante apresentação da resolução pedindo o fim do embargo americano. REUTERS/Lucas Jackson

A Assembleia Geral da ONU pediu nesta terça-feira (27), pelo 24º ano consecutivo e por imensa maioria, o fim do embargo aplicado a Cuba pelos Estados Unidos. A resolução é votada três meses após o restabelecimento de laços diplomáticos entre os dois países. Mas Washington, mais uma vez, votou contra a resolução.

O texto foi validado por 191 dos 193 países membros da ONU. Apenas Estados Unidos e Israel votaram contra. "Foi uma votação recorde", celebrou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, destacando que "praticamente de maneira unânime a comunidade internacional manifestou seu apoio à suspensão do bloqueio". No ano passado 188 países votaram a favor.

A resolução deste ano dá as boas-vindas ao restabelecimento das relações diplomáticas entre Havana e Washington em julho passado, depois de vários meses de negociações que colocaram um ponto final em mais de meio século de ruptura. O texto também reconhece a vontade explícita do presidente norte-americano Barack Obama de "trabalhar pela eliminação do embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba".

Ao apresentar o texto, Bruno Rodríguez falou de um "notável progresso" desde o ano passado, mas criticou que "dez meses depois" do início do processo de aproximação bilateral não houve "qualquer modificação substancial" ao embargo. "As medidas adotadas pelo Executivo americano desde o início do ano, apesar de positivas, modificam de forma muito limitada alguns elementos da aplicação do bloqueio", afirma o texto. "A suspensão do bloqueio será o ponto essencial que dará sentido ao que já foi tratado", assinalou o representante de Havana, advertindo, no entanto, que Cuba "jamais negociará seu sistema socialista".

Fim do embargo depende de Congresso dos Estados Unidos

O bloqueio foi imposto em 1962 pelo então presidente John F. Kennedy para forçar a queda do regime comunista da ilha. Desde 1992, a Assembleia Geral da ONU pede seu fim, por intermédio de resoluções apresentadas por Cuba. Mas o embargo pode ser suspenso apenas pelo Congresso norte-americano.

Segundo o governo cubano, o embargo já causou prejuízos de mais de US$ 100 bilhões à ilha comunista. Havana tem de comprar em mercados mais distantes, o que encarece os produtos com fretes e seguros. No caso de medicamentos e de outros bens tecnológicos, às vezes, os Estados Unidos são os únicos fornecedores.

Cuba produz 65% dos medicamentos para seus 11,1 milhões de habitantes e importa os 35% restantes, principalmente para tratamentos de câncer, Aids e diabetes.

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