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Américas

Humorista apoiado por militares é eleito presidente da Guatemala

media Jimmy Morales, o novo presidente da Guatemala. REUTERS/Jorge Dan Lopez

O humorista e apresentador de televisão Jimmy Morales venceu neste domingo (25) o segundo turno da eleição presidencial na Guatemala. Com 96,3% das urnas apuradas, Morales obteve uma vitória confortável (68,6%), reunindo mais que o dobro dos votos de sua concorrente, a ex-primeira-dama Sandra Torres (31,4%). A candidata social-democrata reconheceu sua humilhante derrota nas urnas.

Sem nenhuma experiênca política, Jimmy Morales, de 46 anos, ficou conhecido no país por interpretar no cinema um cowboy inocente em vias de se tornar presidente por acaso. Na vida real, o humorista se beneficiou de uma grande decepção dos guatemaltecos com os políticos tradicionais e com a corrupção. Poucos dais antes do primeiro turno, em 6 de setembro, o presidente Otto Perez renunciou após a descoberta de um grande escândalo de corrupção envolvendo a alfândega do país.

Em um discurso depois de confirmada sua vitória, Morales prometeu acionar a justiça se casos de corrupção forem descobertos durante seu mandato.

"Obrigado pelo voto de confiança. Meu compromisso continua com Deus e com o povo da Guatemala. Me esforçarei, com todo meu coração e com todas as minhas forças para não decepcioná-los. Com esse votos, recebi um mandato, e esse mandato dado pelo povo guatemalteco é lutar contra a corrupção que nos assolou", disse o presidente eleito.

A eleição teve índice de participação de 51,8% dos 7,5 milhões de guatemaltecos registrados para votar, bem abaixo da taxa de 70% do primeiro turno.

Sem maioria parlamentar

Morales assumirá o poder com a missão de erradicar a corrupção e enfrentar um Estado sem financiamento, em condições difíceis porque seu partido, o FCN-Nação, de direita, terá apenas 11 dos 158 deputados da próxima legislatura.

"Eu penso que não será fácil para Morales, e isto poderemos ver esta semana, quando o Congresso começar a discutir o orçamento. Vamos ver a capacidade de negociação", disse à AFP a socióloga Helen Mack, presidente da Fundação Myrna Mack de defesa dos direitos humanos.

Ela questiona o fato de Morales chegar ao poder como candidato de um partido de direita fundado por militares da reserva, e por suas alianças com os partidos conservadores Líder e Patriota, que dominaram o cenário político da Guatemala nos últimos anos.

"Já vimos as alianças que sua equipe de trabalho fez com o Líder e o Partido Patriota. Podemos esperar mais do mesmo", alertou Mack.

Morales anunciou uma reunião de sua equipe de governo com os líderes do Congresso para discutir as prioridades orçamentárias. O presidente eleito citou, entre as prioridades, o combate à desnutrição, o abastecimento dos hospitais com medicamentos e o apoio aos produtores rurais.

A posse está marcada para o dia 14 de janeiro. Até lá, o país continuará sob comando do presidente interino Alejandro Madonado.

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