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Américas

Governador da Califórnia desafia médicos e Igreja e autoriza eutanásia

media A California se tornou o quinto estado americano a aprovar a eutanásia. © ZaldyImg/Flickr/Wikipédia

A Califórnia tornou-se na segunda-feira (5) o quinto estado americano a autorizar o suicídio médico assistido. Em uma decisão pessoal, que desafiou a oposição da Igreja Católica e parte da classe médica, o governador Jerry Brown, de 77 anos, ratificou o projeto de lei autorizando a medida.

O governador diz "ter refletido sobre o que faria diante da própria morte" e decidiu que "não negaria este direito às pessoas". "Não sei o que faria caso estivesse morrendo com uma dor prolongada e lancinante", disse Brown. "Mas estou certo de que seria um conforto poder considerar as opções que estão neste projeto de lei", afirmou.

O curioso é que o governador democrata, um católico convicto, que até sonhou em se tornar padre quando era jovem, consultou religiosos, médicos e defensores do projeto antes de tomar a decisão. Mas foi só quando pensou sobre a própria morte, que se sentiu encorajado a adotar a lei. 

A nova legislação californiana permite aos doentes em fase terminal de solicitar a um médico um medicamento que os ajude a morrer. Em setembro, a Câmara de Representantes local havia aprovado o texto por 43 votos contra 34.

Além da Califórnia, os estados de Montana, Oregon, Washington e Vermont adotaram a eutanásia nos Estados Unidos. Em 2014, um juiz do Novo México aprovou o suicídio assistido, mas a decisão do magistrado foi revogada numa corte de apelações.

A eutanásia tem sido há muito tempo um assunto polêmico na sociedade americana. Recentemente, o tema ganhou destaque na mídia com o caso de Brittany Maynard, uma mulher de 29 anos com um tumor no cérebro, que se mudou de San Francisco para Oregon e tirou a própria vida em novembro do ano passado.

Jerry Brown, governador da Califórnia. Foto: Reuters

Deputados franceses rejeitam proposta

A Assembleia Nacional francesa rejeitou ontem à noite, pela segunda vez, uma emenda parlamentar que autorizava o suicídio médico assistido. A proposta, feita por deputados socialistas e de extrema-esquerda, recebeu 26 votos a favor e 35 contra.

A Assembleia aprovou, por outro lado, o direito à sedação profunda e contínua, até a morte, aos pacientes em estado terminal portadores de doença incurável. O Parlamento francês vota atualmente melhorias à chamada lei sobre o fim da vida, uma promessa de campanha do presidente François Hollande.

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