Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Américas

EUA: morte de jornalistas americanos reabre debate sobre porte de armas

media Imagem de arquivo de marcha pelo controle de porte de armas em Washington, nos Estados Unidos, em 2013. Flickr/ Elvert Barnes

O assassinato de dois jornalistas de uma emissora de televisão americana, executados quando realizavam uma entrevista transmitida ao vivo, relança o debate do porte de armas nos Estados Unidos e a presença crescente das redes sociais na vida das pessoas. Imagens do ataque contra a repórter e o cinegrafista,  pelo próprio autor dos disparos, foram divulgadas no Twitter e rapidamente reproduzidas no Facebook e pelo YouTube.

Exprimindo sua tristeza sobre a morte dos dois jornalistas da WDBJ, Alison Parker, 24 anos, e Adam Ward, de 27 anos, o presidente americano Barack Obama fez nesta quarta-feira (26) um novo apelo para que o Congresso dos Estados Unidos endureça a lei sobre o controle de armas. Ele ressaltou que o número de vítimas que morrem em incidentes com armas de fogo no país é muito superior ao das vítimas do terrorismo.

Entre os pré-candidatos à presidência, a democrata Hillary Clinton, em campanha no Estado americano do Iowa, foi a primeira a se manifestar ontem sobre o caso, pedindo mais medidas para combater esse tipo de violência que se repete quase todos os dias no país. "Devemos fazer algo sobre o porte de armas nos Estados Unidos. Vou batalhar para isso porque há muitas pessoas que estão a par deste problema, mas que não se engajam porque é difícil. É uma questão muito política e dura no país", disse.

Estado onde a venda de armas é menos rigorosa

Terry McAuliffe, governador do Estado da Virgínia, palco do ataque, também lembrou a imensa quantidade de armas de fogo nas mãos de civis nos Estados Unidos. A Virgínia, no entanto, é um dos Estados onde o controle da venda de armas é menos rigorosa.

Ongs americanas indicam que 89 pessoas são mortas por dia nos Estados Unidos em incidentes relacionados a armas de fogo. Em 40% desses casos, as armas utilizadas foram vendidas sem nenhuma verificação do perfil do comprador.

Ataque foi divulgado nas redes sociais

Vester Lee Flanagan, de 41 anos, é o principal suspeito da morte dos dois jornalistas. Em um vídeo cuja autoria é atribuída a ele, divulgado ontem nas redes sociais, a câmera se aproxima da repórter e do cinegrafista. As imagens mostram uma arma sendo apontada para Alison Parker, que entrevistava ao vivo uma mulher.

A filmagem ao vivo realizada pelo cinegrafista Adam Ward mostra primeiramente a repórter sorrindo durante a entrevista e, logo depois, desperada e aos gritos quando percebe que é alvo dos disparos. Na sequência, a câmera de Ward cai no chão - momento em que foi alvejado - e ainda filma os pés do agressor.

Vítima de racismo

Uma série de mensagens no Twitter foram publicadas na conta atribuída a Flanagan, que já havia trabalhado como repórter na própria WDBJ, e conhecia as vítimas. Negro e homossexual, ele justificou seu ato por ter sido vítima de supostos comentários racistas, discriminatórios e homofóbicos de Parker e Ward. Perseguido pela polícia, Flanagan atirou contra si mesmo, foi levado com vida ao hospital e morreu horas depois.

Especialistas consideram que essa é a primeira vez que um indivíduo usa o Twitter e o Facebook de maneira independente para divulgar um crime. O caso marcaria uma nova etapa no uso das redes sociais. Tanto o Twitter, como o Facebook e o YouTube, retiraram as imagens em que os jornalistas aparecem sendo abatidos.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.